Cadela é encontrada com perna decepada em Apucarana e caso levanta suspeita de maus-tratos
Animal foi resgatado em estado grave após passar dias ferido nas ruas e teve que passar por cirurgia
Reprodução
Uma cadela foi encontrada com uma das pernas decepada neste domingo (13), na Rua João Lemos, em Apucarana (PR). O animal, que estava em estado grave, teria permanecido por dois a três dias nas ruas após sofrer o ferimento. A cadela passou por uma cirurgia nesta terça-feira (15), após ser estabilizada, e está tendo uma recuperação considerada rápida pela equipe veterinária. A suspeita é que a amputação tenha sido provocada por maus-tratos.
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Resgate e atendimento
A cadela foi localizada por moradores da região e recolhida pelo Centro Municipal de Saúde Animal (Cemsa). O órgão encaminhou o animal para uma clínica veterinária terceirizada, onde ela recebeu atendimento de emergência.
Segundo os profissionais responsáveis pelo caso, a cadela chegou bastante debilitada, sem uma das patas e com a ferida já tomada por larvas. “A gente colocou ela no soro, deu uma estabilizada, fez remédio para dor e exames para depois partir para uma cirurgia. No exame, deu uma anemia bem alta por conta de perda de sangue”, explicou uma das profissionais da clínica.
Por causa do alto grau de infecção e do risco de necrose, foi necessário realizar uma cirurgia. Durante o procedimento, o tecido inflamado foi removido e a ferida foi fechada.
Após a cirurgia, a cadela apresentou uma evolução positiva. Ela voltou a se alimentar, segue medicada e já recebeu alta.
Suspeita de maus-tratos
A forma como o ferimento foi encontrado levantou a suspeita de que a cadela tenha sido vítima de maus-tratos. Segundo a avaliação dos profissionais envolvidos no atendimento, as características da lesão seriam compatíveis com um corte, e não com um acidente.
Davi Ricardo de Andrade Santana, diretor do Cemsa, afirmou que a veterinária responsável pelo atendimento informou a possibilidade de ação humana. “Eu já fui informado que, provavelmente, é maus-tratos. Alguém cortou a perna desse cachorro”, disse.
De acordo com a protetora Amanda Ribeiro, que também acompanhou o resgate, o aspecto da pele chamou a atenção por apresentar características diferentes dos ferimentos normalmente provocados por acidentes. “Na hora que eu vi, já imaginei que foi maldade humana. Pela aparência da pele, ela já devia estar há uns dois a três dias daquele jeito, sem a perna”, relatou.
