Boné de aba curta vira febre entre corredores e impulsiona produção em Apucarana (PR)
Leve, flexível e com tecnologia para a prática esportiva, modelo ganhou espaço nas corridas de rua e já movimenta fabricantes da Capital do Boné
Quem frequenta corridas de rua, parques ou grupos de treinamento provavelmente já percebeu uma tendência que vem ganhando espaço entre os atletas, o boné de aba curta.
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Mais leve, flexível e com visual moderno, o acessório se tornou um dos itens preferidos dos corredores em 2026. O fenômeno chegou com força a Apucarana, conhecida nacionalmente como a Capital do Boné, e já movimenta fabricantes locais.
Um dos empresários que percebeu a mudança foi Cesar Ramos, proprietário da Manos Caps, empresa instalada na Avenida Governador Roberto da Silveira. Segundo ele, a procura pelo modelo cresceu rapidamente após uma experiência durante a tradicional Corrida 28 de Janeiro. "A gente participou da corrida com nosso grupo e percebeu que esse modelo estava se tornando uma tendência. Produzimos cerca de 20 unidades para o pessoal da equipe e, depois disso, começaram a perguntar onde poderiam comprar. Foi aí que entendemos o potencial desse produto", conta.

Apesar de parecer novidade para muita gente, o modelo não é exatamente novo. Segundo Cesar, ele surgiu há décadas e já era bastante utilizado por ciclistas. Agora, ganhou uma nova vida dentro do universo da corrida.
O principal diferencial está na combinação entre conforto e desempenho.
O boné possui aba menor e flexível, geralmente produzida em EVA, além de tecidos tecnológicos com proteção UV e secagem rápida. Outra característica importante é o peso reduzido. Alguns modelos pesam menos de 40 gramas. "O corredor procura um produto leve, confortável e funcional. Esse boné seca rápido, pode ser lavado na máquina e ainda ajuda no controle do suor durante o treino", explica.

A aba reduzida também oferece um campo de visão mais amplo em comparação aos modelos tradicionais, além de facilitar o armazenamento em mochilas ou bolsos durante provas mais longas.
Para Cesar, o crescimento das corridas de rua nos últimos anos e a influência das redes sociais ajudaram a transformar o acessório em objeto de desejo entre os atletas. "As grandes marcas esportivas começaram a investir nesse tipo de produto e ele acabou virando um item quase indispensável para quem corre. As redes sociais ajudaram muito a espalhar essa tendência", afirma.
Mas o sucesso não se limita ao esporte.
O boné de aba curta também encontrou espaço em outros públicos, especialmente entre adeptos da cultura urbana, do hip-hop, do trap e das batalhas de rima. "É um modelo que conversa muito com o streetwear. O pessoal do hip-hop já usava esse estilo há bastante tempo. Agora ele acabou unindo o esporte e a moda urbana", comenta.

Em uma cidade que abriga centenas de empresas do setor, lançar um produto de sucesso não é tarefa simples. Por isso, o empresário considera que o modelo representa um dos maiores acertos recentes da empresa. "Faz tempo que a gente não acertava um produto dessa forma. A procura aumentou bastante, tanto pelos bonés da nossa marca quanto pelos modelos personalizados que produzimos para outras empresas", revela.
Atualmente, a Manos Caps atende clientes de diversas regiões do Brasil e já trabalha em novas versões do produto, incluindo modelos com detalhes refletivos voltados para corredores que treinam durante a noite. Embora o boné de aba curta esteja em alta, Cesar acredita que o mercado da moda exige constante renovação. "As tendências mudam muito rápido. Hoje ele está no auge, mas a gente nunca sabe quanto tempo isso vai durar. Por isso, quem trabalha com moda precisa estar sempre inovando", avalia.
Enquanto o próximo fenômeno não surge, o boné de aba curta segue conquistando espaço nas ruas, nas pistas e nas cabeças dos corredores. E, ao que tudo indica, continuará sendo visto com frequência nas corridas de Apucarana e de todo o Brasil.
