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INFLUENZA

Baixa cobertura vacinal contra gripe preocupa saúde de Apucarana

Com a chegada do inverno, município alerta para o aumento de internações e intensifica ações nos bairros para imunizar gestantes, crianças e idosos

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A Secretaria de Saúde de Apucarana, norte do Paraná, está intensificando as ações de imunização e reforçando o apelo à população diante da baixa cobertura vacinal e do aumento na demanda por atendimentos médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Pronto Atendimento Infantil (PAI). O município registra atualmente cerca de 44% de cobertura vacinal entre os públicos prioritários, formados por crianças, gestantes e idosos. O índice é considerado abaixo do ideal pelas autoridades de saúde, especialmente com a proximidade do inverno e a circulação da variante H3N2 do vírus influenza.

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- LEIA MAIS: Saúde orienta população para onda de frio e reforça importância da vacinação contra a gripe

"Estamos com uma crise da influenza que está aumentando. O inverno está chegando então a gente precisa do apoio da população para conseguir combater esse vírus. Quanto mais o público prioritário se vacinar, mais rápido essa vacina vai chegar para toda a população", ressaltou o secretário de saúde Guilherme de Paula.

Para conter o avanço das transmissões, as equipes de saúde têm realizado ações descentralizadas e busca ativa. De acordo com o secretário, estratégias foram adotadas para alcançar os públicos mais vulneráveis. "Nós fizemos a os apoios, já fizemos fomos no CMEIs, vacinamos as crianças no CMEI, vacinamos as crianças nos parquinho, estamos reforçando com a UBS para fazer e na casa das pessoas, dos idosos para vacinar também", explicou o secretário, destacando que, apesar do aumento dos índices locais, a adesão voluntária continua sendo essencial.


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							Baixa cobertura vacinal contra gripe preocupa saúde de Apucarana
AutorCobertura vacinal de crianças, gestantes e idosos ainda é considerada baixa - Foto: reprodução

GESTANTES

Além da vacina contra a influenza, o secretário destacou a importância da vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em recém-nascidos. "Essa vacina tem é um avanço que a ciência trouxe para a gente, ela tem diminuído muito o internamento de crianças e bebezinhos mesmo. Então, é uma uma uma coisa muito grave, nós precisamos estar atento. As gestantes têm que fazer a vacinação porque isso traz a imunidade para para o bebê quando ele nasce", pontuou.

O aumento recente no fluxo de pacientes nas unidades de saúde é atribuído à agressividade com que as síndromes respiratórias têm se espalhado. Conforme detalhado pelo secretário, a cepa atual demonstra um comportamento epidemiológico distinto das anteriores. "Esse vírus H3N2 é um tipo diferente com uma rapidez maior de transmissão", comentou. Segundo ele, há tratativas com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para monitorar a situação e avaliar a ampliação da campanha para a população em geral. "Eles disseram que daqui a um pouco pode acontecer já de liberar essa vacina para todo mundo e nós vamos precisar do apoio da população para se vacinar", completou.

Além do comparecimento aos postos de vacinação, a recomendação é retomar as medidas preventivas consolidadas nos últimos anos. Hábitos cotidianos de higiene e o isolamento em casos sintomáticos são apontados como fundamentais para resguardar os idosos e as crianças menores de seis anos. "É aquilo que a gente aprendeu na Covid. Nós tivemos aquela uma uma faculdade de como se cuidar no Covid, então é é os mesmos cuidados, lavar a mão, máscara. Quando tiver doente não sair de casa para não transmitir e evitar contato com crianças, idosos e gestantes são aqueles com mais chances de desenvolverem uma síndrome respiratória aguda grave", finalizou o secretário de saúde.

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AUMENTO NOS CASOS

Entre janeiro e maio de 2026, Apucarana diagnosticou 5.488 casos de doenças respiratórias. O número compreende apenas pacientes que procuraram a rede municipal de Saúde e é 34% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com o levantamento das últimas semanas, a Influenza B foi o vírus mais detectado nas amostras analisadas, respondendo por 37,5% dos casos positivos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) apareceu em 25% das amostras, enquanto Influenza A (H3N2), Adenovírus e Rinovírus representaram 12,5% cada.

“Os dados mostram que neste ano tivemos um aumento importante dos atendimentos por síndromes respiratórias, especialmente entre crianças e adolescentes, o que reforça a necessidade dos cuidados preventivos. Por isso, faço um apelo às famílias: a vacina contra a gripe está disponível gratuitamente em todas as UBS para crianças e adolescentes de 6 meses a 17 anos, e grupos prioritários: gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, professores, integrantes das forças de segurança, caminhoneiros e pessoas com comorbidades ou doenças crônicas. Vacinar é um gesto simples que protege vidas e ajuda a reduzir casos graves e internações”, afirma o prefeito Rodolfo Mota.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), crianças de até um ano de idade são as mais afetadas pela pneumonia. Em 2025, o Paraná registrou 1.611 internações nessa faixa etária em decorrência da doença. Entre crianças de 2 a 12 anos, foram contabilizadas 1.308 internações. O secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, destaca que o monitoramento dos vírus circulantes permite acompanhar o comportamento das doenças respiratórias e direcionar as ações de prevenção de acordo com a realidade local. “Esses exames sentinela são importantes para identificarmos quais vírus estão circulando em Apucarana e avaliarmos o cenário epidemiológico. Neste momento, observamos uma predominância da Influenza B, informação que auxilia no planejamento das ações de vigilância e assistência à população”, afirma.

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O superintendente de Vigilância em Saúde, enfermeiro Luciano Simplício Sobrinho, reforça a orientação para que a população mantenha os cuidados preventivos, especialmente pessoas dos grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, além de manter a vacinação contra a gripe em dia. “A rede municipal está preparada para o atendimento, mas as pessoas precisam fazer a sua parte, sobretudo na prevenção, mantendo os ambientes arejados e a higiene das mãos”, reitera. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a higiene adequada das mãos pode prevenir uma parcela significativa das doenças infecciosas atendidas nos serviços de saúde.


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