Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Apucarana

publicidade
ASSISTÊNCIA SOCIAL

Apucarana retoma programa de acolhimento familiar

O programa será voltado a crianças e adolescentes.

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Apucarana retoma programa de acolhimento familiar
Autor Foto: Divulgação

Na segunda-feira (02/08) Apucarana inicia o cadastramento de interessados em participar do Programa Família Acolhedora de Crianças e Adolescentes. A operacionalização da iniciativa, que precisou ser paralisada devido a pandemia, foi debatida nesta quinta-feira (29) entre o prefeito Júnior da Femac, o vice-prefeito Paulo Sérgio Vital, a secretária Municipal da Assistência Social Ana Paula Nazarko, a juíza da Vara da Infância e Juventude, Carolline de Castro Carrijo, e a representante do Ministério Público do Paraná em Apucarana, promotora Fabiana Pimenta Soares.

Regido pela Lei Municipal nº 77/2017, o programa estava estruturado e pronto para ter início quando a pandemia inviabilizou sua continuidade. “Agora estamos retomando todo o processo visando inscrição e capacitação de famílias que vão oferecer atendimento provisório, em ambiente domiciliar e comunitário, a criança e adolescentes hoje institucionalizados”, pontua Ana Paula Nazarko, secretária Municipal da Assistência Social. De acordo com ela, a demanda atual está entre 15 e 20 famílias acolhedoras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Para dar suporte à operacionalização, uma empresa licitada pela prefeitura prestará assessoria por seis meses. “Ao longo deste mês de setembro vamos dedicar ao cadastramento das famílias interessadas. A empresa vai contribuir no processo de seleção, com capacitação tanto das famílias habilitadas quanto da equipe técnica da assistência social para que, após os seis primeiros meses, tenhamos adquirido “know-how” para podermos operacionalizar por conta própria a iniciativa”, explicou Nazarko.

O prefeito Júnior da Femac frisa que a política municipal da assistência social desenvolve uma série de ações voltadas ao resgate social. “Apucarana é acolhedora por natureza. Possui instituições sociais que realizam trabalho de excelência e, dentro da nossa gestão, atuamos para dar amparo a todos para que nenhuma pessoa se sinta excluída. E neste contexto o “Família Acolhedora” vem para complementar a política de atenção às crianças e adolescentes, podendo oferecer um ambiente familiar a vítimas de abandono, maus tratos e violências diversas”, assinala o prefeito.

A juíza da Vara da Infância e Juventude, Carolline Carrijo, entende que o programa chega para mudar paradigmas. “A proposta é substituir o antigo modelo, que institucionaliza, pelo modelo familiar. Temos entidades que desenvolvem um trabalho magnífico, mas nada comparado ao ambiente familiar, onde a criança ou o adolescente poderá ter uma rotina diferenciada, mais acolhedora, até que possa retornar à sua família de origem ou, na impossibilidade, ser encaminhada a uma família substituta”, assinala a juíza.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os benefícios do acolhimento familiar como opção ao institucional são constatados por estudos, diz a juíza Carolline Carrijo. “Sobretudo na primeira infância, estudos revelam que a institucionalização traz muitos prejuízos ao desenvolvimento do indivíduo, sejam eles comportamentais ou educacionais”, disse a magistrada. Ela salienta que a família participante do programa irá acolher a criança ou adolescente por no máximo dois anos. “Trata-se de um acolhimento temporário. Entre os pré-requisitos, a família não poderá se candidatar a ser adotante da pessoa acolhida e nem fazer parte da fila nacional de adoção”, esclareceu.

As famílias participantes do programa irão receber acompanhamento e preparação contínua. “Sendo orientadas sobre os objetivos do programa, sobre a diferenciação com a medida de adoção, sobre a recepção, manutenção e o desligamento das crianças/adolescentes”, enfatiza Carolline Carrijo.

Pela lei, à família acolhedora será destinado recurso financeiro mensal, no valor de um salário-mínimo nacional por criança ou adolescente acolhido. “Este recurso deve ser usado exclusivamente para despesas com alimentação, higiene pessoal, lazer e material de consumo”, pontua Ana Paula Nazarko, secretária Municipal da Assistência Social. A lei prevê que deste total, o percentual de 10% deve ser depositado em conta poupança específica para este fim, em nome da criança ou adolescente, que poderá resgatar os valores assim que atingir a maioridade civil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os recursos para financiamento do programa são oriundos da própria prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social, via Fundo Municipal para Infância e Adolescência (FIA) e de convênios com o Estado e a União. Mais informações sobre como participar do Programa Família Acolhedora podem ser obtidas no Centro Social Urbano do Parque Bela Vista pelo telefone 3425-1511.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Apucarana

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV