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MARIA DA PENHA

Apucarana já supera total de medidas protetivas de emergência emitidas em 2025

Lei Maria da Penha completa 20 anos em meio ao aumento dos registros de violência doméstica

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Apucarana já supera total de medidas protetivas de emergência emitidas em 2025
Autor Foto: Agência Brasil

Em oito meses, a Patrulha Maria da Penha, do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), já acompanha mais medidas protetivas de urgência do que durante todo o ano passado em Apucarana. Até o início de agosto, são 485 acompanhamentos, contra 477 registrados ao longo de todo o ano de 2025. Também houve aumento no número de mulheres com acesso ao aplicativo Salve Maria, antigo Botão do Pânico, que passou de 93 para 135.

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Os números são divulgados pela corporação justamente quando a Lei Maria da Penha completa 20 anos, consolidada como o principal marco legal brasileiro de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A data integra o Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e combate à violência contra as mulheres.

Embora os números da Patrulha retratem a realidade de Apucarana, o cenário também preocupa em nível estadual. Segundo a Defensoria Pública do Paraná, entre janeiro e o início de agosto deste ano o órgão intermediou 1.024 pedidos de medidas protetivas em todo o Estado. Em todo o ano de 2025, foram 856 medidas via órgão.

A defensora pública Maísa Dias Pimenta, que atua na 2ª Vara Criminal da Comarca de Apucarana, avalia que o crescimento dos registros está relacionado ao fortalecimento dos canais de denúncia e ao maior conhecimento das mulheres sobre a rede de proteção. “Tivemos um aumento expressivo comparando os anos de 2025 e 2026. Acredito que isso se deve à ampla divulgação dos serviços de denúncia”, afirma.

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Para o cabo Clóvis Pereira de Oliveira, da Patrulha Maria da Penha, o aumento dos registros pode ser interpretado sob duas perspectivas.

“Podemos interpretar esses números de duas maneiras: ainda existe muita violência de gênero enraizada em nossa sociedade e, ao mesmo tempo, as mulheres estão denunciando mais. Elas conhecem melhor as ações implementadas pela rede de atenção. Hoje existem mais formas de denunciar uma violência doméstica, inclusive de maneira online e sigilosa”, explica.

Segundo o policial, a Patrulha Maria da Penha atua em diferentes frentes para fortalecer a rede de proteção e oferecer suporte às vítimas. “Realizamos palestras, panfletagens, visitas às vítimas e aos autores das ocorrências, acompanhamento para retirada de pertences e outras ações que contribuem para o fortalecimento da rede de atenção.”

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Oliveira destaca que o trabalho desenvolvido diariamente tem produzido resultados positivos. “Temos muitos exemplos de vítimas que foram auxiliadas, orientadas, amparadas e encaminhadas. Hoje elas conseguiram seguir em frente com suas vidas. São esses resultados que nos motivam a continuar trabalhando para alcançar e ajudar cada vez mais pessoas.

Onde buscar ajuda

Além da Delegacia da Mulher e da Polícia Militar, vítimas de violência doméstica podem procurar o AMPARA, serviço online da Defensoria Pública do Paraná. O atendimento é realizado por equipe jurídica, psicóloga e assistente social, que orienta a vítima e pode solicitar medidas protetivas à Justiça.

"O AMPARA abrange todo o Estado e é muito importante para mulheres que têm dificuldade de deslocamento ou medo de procurar as autoridades presencialmente. É uma ferramenta que fortalece a rede de proteção", destaca a defensora pública Maísa Dias Pimenta.

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Outra opção é a Central de Atendimento à Mulher, pelo Ligue 180, que funciona 24 horas por dia e recebe denúncias de violência. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

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