Apucarana inicia processo para criar selo de origem do boné
Prefeitura também anunciou 240 vagas em cursos de qualificação para fortalecer o setor de confecção no município
TNOnline TV
A Prefeitura de Apucarana anunciou nesta segunda-feira (11) um pacote de ações voltadas ao fortalecimento do setor de confecção e da indústria do boné, um dos principais motores da economia local. Entre as medidas estão a abertura de 240 vagas em cursos profissionalizantes e o início do processo para criação do selo de Indicação Geográfica (IG) do boné produzido no município.
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O anúncio foi feito pelo prefeito Rodolfo Mota, que destacou a importância histórica e econômica do segmento para a cidade, conhecida nacionalmente como a Capital do Boné. “Apucarana tem essa vocação com o boné, com a confecção. Somos o maior polo de confecção do Paraná e capital nacional do boné. Estamos muito felizes porque são boas notícias para começar a semana”, afirmou.

Segundo o prefeito, a administração municipal vai investir R$ 120 mil para viabilizar as 240 vagas de qualificação profissional em parceria com o Senai. O objetivo é formar mão de obra especializada, especialmente entre os jovens. “Nós queremos que os nossos jovens participem, se formem e arrumem uma profissão”, destacou Rodolfo Mota.
Além da qualificação, a prefeitura também iniciou uma parceria com o Sebrae para estruturar a certificação de Indicação Geográfica do boné de Apucarana, nos moldes do selo já conquistado pelo café produzido no município.
De acordo com o prefeito, o selo deve funcionar como uma garantia de procedência e qualidade, fortalecendo a competitividade dos produtos fabricados na cidade. “Na hora de vender em São Paulo ou em qualquer lugar do Brasil, é importante que quem está comprando saiba que esse boné tem a procedência de Apucarana, tem a garantia e a qualidade de Apucarana”, afirmou.
A expectativa é que a certificação também abra portas para o mercado internacional, ampliando as exportações do setor para países da Europa, Estados Unidos e América Latina. “Se a gente vende mais boné e vende boné mais caro, isso ajuda todo mundo. Ajuda o patrão, ajuda a costureira e ajuda a cidade a se desenvolver”, completou.
Durante a entrevista, Rodolfo Mota comparou o projeto ao reconhecimento conquistado pelo café de Apucarana, que já possui certificação de origem. “Assim está construída a nossa história: primeiro com o café, há 70 ou 80 anos, e depois com o boné. Precisamos contar isso para o Brasil e para o mundo”, declarou.
