Apucarana decreta situação de emergência após temporal
Documento foi homologado pelo governador em exercício Darci Piana que acompanha atendimentos no município
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O prefeito de Apucarana (PR), Rodolfo Mota, decretou nesta terça-feira (22) situação de emergência após o temporal com ventos de até 125 km/h registrado na noite anterior. O documento foi assinado pelo governador em exercício Darci Piana, que está no município juntamente com o secretário de Segurança Pública, Hudson Teixeira, para acompanhar os trabalhos.
"O decreto acaba ser homologado e isso nos abre a possibilidade de pedir mais socorro e mais ajuda", ressaltou o prefeito que agradeceu prefeitos da região que forneceram lonas para ajudar os apucaranenses afetados. "A gente zerou o estoque de lonas de todas as cidades da região", afirmou.
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Segundo o prefeito o município foi atingido por dois tornados. Procurado pelo TNOnline, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) não confirma essa informação. "Foram pelo menos dois tornados que passaram por Apucarana. Um que entrou pela região oeste, sentido Maringá, até aqui onde a gente tá, a região do Marcos Freire, Djalma Mendes, enfim, cortou a cidade no meio, e um outro tornado que margeou o contorno sul até chegar no distrito da Vila Reis, que ontem à noite parecia um cenário de guerra", disse.
Estimativas iniciais da prefeitura apontam que mais de três mil famílias foram afetadas por destelhamentos e granizo. Além das residências, inúmeras empresas e prédios públicos, como o próprio edifício da prefeitura, escolas, postos de saúde e a Catedral Nossa Senhora de Lourdes, sofreram danos estruturais significativos.
Os prejuízos na infraestrutura urbana e nos lares apucaranenses chegam à casa dos milhões de reais. Com a homologação do decreto de emergência pelo Governo do Estado, o município ganha respaldo legal e logístico para agilizar a liberação de recursos destinados à compra de telhas, cestas básicas e outros itens de primeira necessidade para a população atingida. Para lidar com o rescaldo, uma grande mobilização atua nas ruas desde a madrugada, envolvendo o Exército Brasileiro, o Corpo de Bombeiros, voluntários e o apoio das guardas municipais de cidades vizinhas, como Londrina, Cambé e Rolândia.

Outra consequência grave da tempestade é a interrupção dos serviços essenciais. Como a força dos ventos e a queda de diversas árvores atingiram em cheio a fiação elétrica, pelo menos metade da cidade encontra-se sem energia. Isso impacta diretamente o funcionamento das bombas da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), gerando desabastecimento de água. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) deslocou mais de 30 equipes para tentar restabelecer a rede elétrica o mais rápido possível.
Apesar do cenário de destruição generalizada, o prefeito Rodolfo Mota, que coordena as ações desde o início da crise, destacou o alívio pela ausência de vítimas fatais. Em entrevista, o chefe do Executivo relatou o impacto do fenômeno e fez um apelo urgente à solidariedade e à conscientização dos moradores. "É um momento, obviamente, de terror. Ouvi pessoas que moram em Apucarana há 70 anos dizerem que nunca viram algo parecido. Mas a boa notícia, no meio de tudo isso, é que não temos nenhuma vítima hospitalizada e nenhuma vida perdida", afirmou o prefeito.
Mota também pediu a colaboração de quem sofreu menos impactos para evitar o colapso do abastecimento no município. "Economize água. Se você é de uma família que não passou por nada disso, pode nos ajudar. Precisamos economizar água até que a Sanepar consiga colocar todos os poços para operar novamente", alertou. Confiante na recuperação, o prefeito finalizou garantindo apoio aos desabrigados. "Vai ficar uma cicatriz, uma lembrança muito dura desta noite de segunda-feira, mas nós iremos sair disso como uma cidade mais forte e mais unida", concluiu.
