"Apucarana Cidade Oculta": longa de Semi Salomão sobre pioneiros do município estreia neste sábado (25)
Produzida ao longo de três anos, narrativa tem o município como grande protagonista. Exibição é gratuita e tem capacidade limitada a 490 espectadores
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Estreia neste sábado (25), às 20h, no Cine Teatro Fênix, o filme "Apucarana Cidade Oculta". A obra, dirigida pelo cineasta Semi Salomão, oferece uma viagem pela história do município do norte do Paraná e tem entrada gratuita, mediante a retirada prévia de convites. O longa-metragem foi desenvolvido ao longo de três anos e tem como ponto de partida as memórias da família do diretor, especialmente a atuação de seu avô durante os primeiros anos de formação da cidade.
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Para reconstruir a trajetória de Apucarana entre as décadas de 1930 e 1970, a produção combinou fatos históricos, registros como diários antigos e o uso de inteligência artificial. A tecnologia serviu para recriar cenários, personagens e até a voz do avô do cineasta a partir de arquivos originais. "A inteligência artificial vem para somar. Ela não substitui o humano, mas potencializa o trabalho artístico", afirma Salomão.
A narrativa mistura realidade e arte para revelar episódios marcantes, espaços tradicionais e pioneiros locais. Segundo o diretor, a proposta foge do formato de um documentário tradicional. "O protagonista real é a própria cidade, porque ela conta a sua história. O filme traz aquilo que muitas vezes não vemos ou não conhecemos sobre Apucarana", explica. Ele também esclarece que, apesar da sugestão no título, a produção não é de terror. "É uma obra misteriosa no sentido de descoberta, de revelar histórias que estavam ocultas, mas sem elementos sobrenaturais", ressalta.
O elenco reúne atores locais e moradores com forte ligação com a cidade, o que reforça a autenticidade do projeto. Além do próprio Semi Salomão no papel do personagem Neto, o filme conta com as atuações de Benedito Candido, Heloisa Miquelão, Mauricio Machado, Elton Silva, Louan Brasileiro e participação especial de Johnny Marques Dias. A obra aposta ainda em uma forte construção sensorial de sons e ambientações para criar uma experiência imersiva ao público.
A sessão de estreia terá capacidade máxima para 490 pessoas. Os interessados podem garantir os ingressos de forma antecipada ou retirá-los diretamente no local, conforme a disponibilidade. Para o cineasta, o longa representa um marco pessoal e profissional por cruzar sua trajetória com o resgate da memória coletiva local. "É o trabalho mais profundo que já fiz, porque envolve minha história, minha família e a cidade onde vivo. É, acima de tudo, uma forma de resgatar e compartilhar essa memória com o público", conclui.
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