Após danos pelo temporal, Bombeiros alertam para risco de quedas e choques durante reparos em telhados
5 mil imóveis foram danificados em Apucarana. Moradores iniciam consertos e precisam redobrar a atenção durante os trabalhos

Os moradores de Apucarana que tiveram os imóveis danificados pelo temporal da última segunda-feira (21) precisam redobrar os cuidados durante os reparos. Os fortes ventos e o granizo provocaram destelhamentos e danos em cerca de 5 mil casas, e o Corpo de Bombeiros alerta que a tentativa de realizar manutenções sem segurança pode provocar acidentes graves, principalmente quedas e choques elétricos.
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De acordo com a Capitã do Corpo de Bombeiros, Ana Paula Zanlorenzi, um dos principais cuidados é evitar subir nos telhados enquanto ainda houver chuva ou vento. Além de dificultar a movimentação, a água deixa as telhas escorregadias e aumenta o risco de uma queda.
“A primeira orientação é sempre aguardar que o tempo estabilize. É preciso esperar passar o período de chuva e de vento, porque, nessas manutenções, o telhado fica bastante escorregadio, favorecendo o risco de queda”, explicou.
O problema não termina quando o tempo melhora. Com a força do vendaval, estruturas podem ter ficado comprometidas, e telhas que parecem intactas podem não suportar o peso de uma pessoa.
“É preciso ter atenção e cuidado onde vai pisar para evitar uma queda em virtude do rompimento ou da quebra da telha. Esse ponto de apoio é bem importante”, destacou a capitã.
Rede elétrica é outro ponto de atenção
Os estragos provocados pelo temporal também atingiram a rede elétrica. Fios podem ter sido rompidos e permanecer caídos ou pendurados próximos aos imóveis.
Por isso, antes de iniciar qualquer trabalho, é fundamental observar o entorno e não se aproximar de uma fiação que possa estar danificada.
“Muitas vezes, as pessoas podem subir aos telhados para fazer essas manutenções e se deparar com fios elétricos que foram rompidos, que estejam caídos ou pendurados. É importante ter esse cuidado para evitar o risco de um choque elétrico”, alertou Ana Paula.
Segundo ela, o perigo existe mesmo sem que a pessoa toque diretamente no fio. A aproximação excessiva também pode provocar uma descarga.
“Dependendo da proximidade desse fio, já temos a situação que chamamos de arco voltaico. Então a pessoa já pode receber uma descarga elétrica”, explicou.
Segurança começa antes de subir no telhado
Além das condições da estrutura, os equipamentos utilizados durante o serviço também fazem diferença. Calçados com solado antiderrapante podem ajudar a evitar escorregões, enquanto luvas protegem as mãos de cortes e outros ferimentos.
O uso de capacete também é recomendado sempre que houver possibilidade, principalmente porque uma queda de altura pode provocar lesões graves.
“Caso essa pessoa venha a ter uma queda, a utilização desses equipamentos, especialmente do capacete, pode reduzir danos considerados mais graves”, afirmou a capitã.
Outro cuidado é não realizar o serviço sozinho. Manter alguém por perto permite que o socorro seja acionado rapidamente caso aconteça algum acidente.
“Caso seja necessário algum tipo de socorro, outra pessoa já pode fazer isso, ligar para o telefone 193 do Corpo de Bombeiros de forma bastante imediata”, orientou.
Profissionais podem evitar acidentes
Com a grande quantidade de imóveis que precisam de reparos, muitos moradores podem se sentir pressionados a resolver os problemas por conta própria. No entanto, quem não possui experiência ou não dispõe de equipamentos adequados deve considerar a contratação de profissionais especializados.
A recomendação é especialmente importante em situações que envolvam altura, estruturas danificadas ou proximidade com a rede elétrica.
“Caso as pessoas não consigam ou não tenham a possibilidade de fazer essas manutenções, que solicitem o trabalho de profissionais especializados que trabalham com essa área, para que possam fazer de uma forma segura”, recomendou Ana Paula.
Com a cidade ainda contabilizando os estragos causados pelo temporal, os Bombeiros reforçam que a necessidade de consertar os imóveis não deve fazer com que moradores assumam riscos desnecessários.
“Nós sabemos que a cidade inteira está com situações de casas destelhadas, situações que exigem realmente essa manutenção, mas são orientações para que as pessoas possam fazer as manutenções dos seus estabelecimentos, das suas casas, mas que possam fazer isso de forma segura”, finalizou.
