Apae de Apucarana enfrenta prejuízos causados pelo temporal
Instituição sofreu destelhamentos e alagamentos, além de áreas totalmente interditadas devido ao risco de desabamento

A direção da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Apucarana trabalha para contabilizar os prejuízos estruturais e financeiros deixados pelo forte temporal que atingiu o município na última segunda-feira (21). Com telhados arrancados e áreas totalmente interditadas devido ao risco de desabamento, a instituição precisou adaptar o atendimento aos seus 470 alunos de forma emergencial, enquanto articula uma rede de apoio na comunidade para viabilizar a reconstrução do espaço afetado.
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O impacto dos ventos foi devastador principalmente no prédio anexo, que abriga marcenaria, a sala de artes, espaço de costura e salão de beleza utilizado pelos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O teto desses ambientes cedeu com a força da tempestade, comprometendo a alvenaria e causando alagamento. A água da chuva também atingiu computadores, impressoras, diversos equipamentos e grande parte do acervo de materiais pedagógicos, gerando perdas ainda não calculadas. O cenário de destruição e os transtornos continuam visíveis no dia a dia da escola, uma vez que ainda há goteiras e baldes estão espalhados pelas salas para tentar conter os vazamentos remanescentes no telhado avariado coberto provisoriamente com lonas.

Segundo a vice-diretora da instituição, Natália Lourdes de Moraes, o salão de beleza, o almoxerifado e os banheiros do setor foram totalmente destruídos, o que forçou o isolamento imediato da área da marcenaria por parte dos engenheiros devido ao risco. "O engenheiro disse a estrutura está caindo", relatou. Os estragos se estenderam ao telhado do refeitório e ao setor de embarque e desembarque do transporte escolar, que teve chapas de acrílico arrancadas e vigas de ferro retorcidas.
Além da estrutura física, a chuva intensa causou estragos internos consideráveis. A água atingiu em grande parte do acervo de materiais pedagógicos, além de computadores e impressoras. Na marcenaria, máquinas pesadas usadas na fabricação de prendedores de roupas e cabos de vassoura foram atingidos pela água. "Caiu muita água dentro de computadores, das salas de aula, de material pedagógico, houve bastante perda", detalha a diretora Isabel Ortega, ressaltando que o maquinário ainda passará por avaliação técnica.

Apesar da destruição e da falta de infraestrutura em algumas alas, as aulas foram retomadas na tarde desta quarta-feira (23) e a rotina escolar ocorre de forma adaptada, favorecida pelo rápido retorno da energia elétrica e da água. No entanto, o desafio vai além dos muros da escola. Muitos dos 160 funcionários da entidade e diversas famílias de alunos também foram afetados pelo vendaval. "Todos os nossos funcionários foram penalizados com esse temporal. Esses que tiveram totalmente as casas destruídas, têm filhos, e não têm onde deixar, porque as creches também foram destruídas", explica Isabel, destacando o esforço de acolhimento social da instituição neste momento.
Sem reservas financeiras para arcar com uma obra que exigirá, inclusive, demolições antes da reconstrução, a Apae depende agora da solidariedade. O valor exato do prejuízo ainda será fechado pelos engenheiros, mas a mobilização já começou. "Nós não temos recursos nossos, da instituição, para esse momento. Nós vamos tentar buscar na nossa comunidade doações e buscar também parceiros que possam nos ajudar para nós voltarmos a ser como éramos", diz a diretora.
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