Apae de Apucarana analisa medidas após denúncias e defende histórico de 60 anos
Quatro funcionárias da associação foram indiciadas pela Polícia Civil; saiba mais

O presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Apucarana, Cleverson Moliani, afirmou na tarde desta quarta-feira (20) que a diretoria da entidade está tomando conhecimento do teor do inquérito policial para avaliar que medidas serão adotadas na instituição após o indiciamento de quatro funcionárias da entidade pela Polícia Civil do Paraná (PC-PR). Elas são suspeitas de maus-tratos contra alunos.
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"Essa situação nos pegou de surpresa, mas queremos tranquilizar os pais de alunos e a população da cidade a respeito do trabalho prestado pela instituição. Temos 60 anos de atendimento, comemorados, inclusive, neste ano, e queremos deixar claro que temos uma equipe capacitada e muito envolvida. Prestamos um serviço muito qualificado", afirmou.
Segundo ele, a investigação teria se iniciado em supostos fatos registrados no ano passado. Cleverson afirma que os detalhes do inquérito devem ser avaliados por membros da diretoria e departamento jurídico da instituição na tarde desta quarta-feira. Após análise da denúncias, a Apae deve se pronunciar novamente, possivelmente em entrevista coletiva. Ele não confirmou se as profissionais citadas pela Polícia Civil serão afastadas. A medida deve ser avaliada após análise do inquérito.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia da Mulher de Apucarana, sob comando da delegada Luana Lopes.
Segundo a polícia, quatro pessoas ligadas à instituição — entre elas uma professora, uma auxiliar, a coordenadora pedagógica e a diretora — foram indiciadas após denúncias envolvendo humilhações, agressões físicas e psicológicas contra alunos com deficiência, com idades entre 4 e 7 anos.
Os detalhes do caso foram apresentados durante entrevista coletiva concedida pela delegada na manhã desta quarta-feira, em Apucarana.
De acordo com a investigação, a denúncia chegou inicialmente de forma anônima, encaminhada pelo Ministério Público. O primeiro caso apurado envolve um menino de 5 anos que teria sofrido maus-tratos após um episódio de incontinência fecal dentro da escola.
A delegada confirmou que o inquérito policial já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. “Todo mundo já foi ouvido. As quatro pessoas envolvidas foram indiciadas”, afirmou Luana Lopes. Segundo ela, a suspeita de que outros casos de maus-tratos tenham ocorrido no local.
Veja a entrevista da delegada aqui
