Votação em branco e nula para a Câmara atinge menor índice desde 2010
Desinteresse ou protesto nas urnas atinge o menor patamar em 16 anos

A eleição para a Câmara dos Deputados em 2026 registrou mais de 10 milhões de votos brancos e nulos, o que representa 8,58% do total contabilizado para o cargo. Trata-se do menor percentual verificado desde o pleito de 2010 e de praticamente metade do patamar de 2018, quando os votos não válidos somaram 16,1%. Do total de votos registrados nesta edição, 6,44 milhões foram em branco (5,17%) e 4,26 milhões foram nulos (3,42%).
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Já o voto em legenda, modalidade na qual o eleitor opta apenas pelo partido, sem indicar um candidato específico, somou 3,43 milhões de escolhas, equivalentes a 2,75% dos 124,7 milhões de votos válidos apurados para a Câmara. A evolução histórica mostra uma redução consistente no descarte de votos para o legislativo federal nas últimas disputas gerais.
Em 2010, os brancos e nulos atingiram 11,4%, subindo para 15,3% em 2014 e alcançando o pico de 16,1% em 2018, antes de iniciarem a trajetória de queda com 10,5% registrados em 2022. O comportamento do eleitorado também apresentou variações regionais significativas entre as unidades da Federação. Pernambuco e Rio Grande do Sul lideraram o índice de votos em branco, com 6,57% e 6,55%, respectivamente, enquanto São Paulo concentrou o maior volume absoluto, somando 1,56 milhão de opções em branco.
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Nos votos nulos, o Rio de Janeiro registrou a maior proporção do país, com 4,77%, contra o menor índice verificado no Maranhão, de 1,38%. Por fim, a adesão ao voto partidário em legenda teve seu ponto mais alto no Piauí (3,68%) e o menor percentual no Amapá (2,46%).
