TSE julga recurso que pode anular eleição de Deltan Dallagnol ao Senado
Após reviravoltas no fim de semana das eleições, ministros votam recurso contra decisão do TRE-PR que havia liberado registro do candidato paranaense
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decide nesta quinta-feira (8), a partir das 10h, se Deltan Dallagnol (Novo) poderá assumir uma cadeira no Senado Federal pelo Paraná. O plenário da Corte julga um recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia deferido a candidatura do ex-procurador. Nas eleições do último domingo (4), ele foi o segundo candidato mais votado no estado, recebendo o apoio de 2,9 milhões de eleitores.
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O impasse jurídico gira em torno da saída de Dallagnol do Ministério Público Federal. O recurso, relatado pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, contesta o entendimento do tribunal paranaense e argumenta que o ex-procurador pediu exoneração do cargo com o objetivo de escapar de uma eventual inelegibilidade, motivo que já havia levado à cassação de seu mandato como deputado federal. O pedido em análise defende o indeferimento do registro e a nulidade dos votos atribuídos à chapa.

O caminho até o julgamento em plenário foi marcado por reviravoltas na reta final da campanha. Na véspera do pleito, o ministro relator chegou a indeferir o registro em decisão monocrática, determinando a anulação dos votos do candidato. Contudo, no domingo de votação, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa medida individual até a análise definitiva pela Corte, garantindo a contabilização temporária dos votos de Dallagnol.
O resultado da sessão definirá os rumos da representação paranaense no Congresso Nacional a partir de fevereiro de 2027. Caso a Justiça Eleitoral mantenha o registro, o candidato do Novo assumirá o mandato de oito anos. Por outro lado, se o TSE indeferir definitivamente a candidatura e anular os votos, as regras eleitorais determinarão o destino da vaga em aberto. Nesse cenário, o deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos), que terminou a disputa na terceira colocação, desponta como o próximo na ordem de sucessão para assumir a cadeira no Senado.
