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Sandro Alex defende reforçar combate a crimes cibernéticos no Paraná em sabatina da RPC

Plano de governo inclui fortalecimento do monitoramento digital, proteção a grupos vulneráveis contra fraudes e implementação de ensino tecnológico

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Sandro Alex defende reforçar combate a crimes cibernéticos no Paraná em sabatina da RPC
Autor Foto: Divulgação

O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, propôs nesta terça-feira (15), durante sabatina da RPC, reforçar a estrutura de segurança especializada no combate aos crimes cibernéticos e tornar o Paraná referência nacional na área. A proposta prevê ampliar a investigação, a inteligência e o uso de tecnologia para enfrentar golpes e fraudes praticados pela internet.

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“Eu quero reforçar o combate a crimes na internet. Eu fui um dos autores do Marco Civil da Internet, então eu combati muito, fiz inúmeras investigações e operações com a Polícia Federal. Eu tenho expertise nisso. Eu vou fazer o Paraná ser referência nessa área também”, afirmou.

A proposta vem na sequência de uma política de segurança que já apresenta redução consistente da criminalidade. Homicídios, furtos e roubos estão nos menores patamares das séries históricas e a proposta de Sandro é manter essa trajetória de queda.

“Nós vamos continuar reduzindo a criminalidade em todas as frentes, mas eu entendo que um assunto que vem ganhando relevância são os crimes cibernéticos. Nós temos pais, mães, filhos, nossas famílias, eles caem em golpes diariamente na internet. É um assunto que a gente não fala muito na segurança pública, mas que é hoje um dos grandes problemas do setor”, disse.

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O Paraná já vem ampliando sua capacidade de enfrentar esse tipo de crime. No Governo Ratinho Junior (PSD), o antigo Nuciber foi transformado no Departamento de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), com atribuição para investigar crimes digitais de média e alta complexidade em todo o Estado, além de apoiar as demais unidades policiais e atuar de forma integrada com outras instituições.

A estrutura também ganhou reforço na perícia. A Polícia Científica passou de sete para 34 peritos nas áreas de computação e audiovisual desde 2018, enquanto a média mensal de peças examinadas pela Seção de Computação Forense passou de 159 para 453 entre os dois períodos. Em 2025, a instituição também recebeu equipamentos de extração e análise de dados de celulares avaliados em R$ 1,2 milhão.

Para os crimes digitais, o plano prevê ainda uma estrutura própria de resposta a ataques contra sistemas públicos, além de ações de prevenção a golpes, fraudes e roubo de dados, especialmente entre idosos e outros grupos mais vulneráveis.

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Mais inteligência aplicada

É nesse avanço tecnológico da segurança pública que se insere outra frente defendida por Sandro: a expansão do uso de inteligência artificial e integração de dados para investigação. O plano de governo prevê Centros de Operações Cibernéticas, fortalecimento da cibersegurança e maior integração entre inteligência, perícia e forças de segurança.

O mais exemplo dessa política no Paraná, no entanto, é o programa Olho Vivo, que não atua especificamente no combate a crimes cibernéticos, mas utiliza a mesma lógica de tecnologia e inteligência policial para acelerar investigações. O sistema cruza imagens e bancos de dados em tempo real e já contribuiu para a solução de mais de 1,8 mil crimes.

O programa recebe R$ 400 milhões em investimentos e prevê chegar a 26,5 mil câmeras inteligentes em todo o Paraná, ampliando a capacidade de monitoramento, cruzamento de informações e geração de alertas automáticos para as forças policiais. “A inteligência policial é muito importante nesse momento da segurança e, com o Olho Vivo, nós conseguimos realmente ter uma maior resolutividade. E eu vou investir mais nisso. Nós vamos estender esse programa”, garantiu Sandro.

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Escolas Bilíngues

Durante a sabatina, Sandro também mencionou a sua proposta de implantação de escolas bilíngues na rede estadual, combinando o ensino intensivo do inglês com infraestrutura moderna, tecnologia, inovação pedagógica e formação voltada às demandas atuais. A primeira unidade será entregue em Piraquara, e outras sete estão em construção. As escolas terão, além do ensino regular, formação profissional e tecnológica, incluindo cursos ligados a áreas como Inteligência Artificial.

“Vamos entregar a primeira escola pública bilíngue do Paraná em Piraquara e outras sete já estão sendo construídas. Mas eu quero ir muito além dessas oito. Quero levar esse modelo para todo o Estado, porque a escola pública precisa preparar o aluno para um mundo cada vez mais conectado, com domínio de outros idiomas, tecnologia e novas profissões. Assim como fizemos com o Ganhando o Mundo, quero dar ao jovem paranaense a oportunidade de aprender, se preparar e ganhar o mundo sem precisar sair da escola pública”, defendeu Sandro.

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