Requião Filho avalia três nomes para vice: "não será do PT"
Candidato do PDT ao Governo do Paraná afirma que aliado de chapa será anunciado no dia 5 de agosto
O candidato ao Governo do Paraná pelo PDT, deputado estadual Requião Filho, declarou que avalia três nomes para compor sua chapa como vice-governador, mas adiantou que o escolhido não será do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão de vetar um integrante da sigla, que faz parte de sua coligação, é motivada pela forte rejeição da legenda perante o eleitorado paranaense. Durante entrevista concedida à Rádio Banda B e à Ric RECORD nesta quinta-feira (29), o pedetista evitou revelar os cotados e informou que o anúncio oficial ocorrerá no dia 5 de agosto. Na mesma data, os partidos da aliança — composta por PDT, PT, PV, PCdoB, PSol e Rede — realizarão um evento político para o lançamento das candidaturas majoritárias, que também conta com a deputada federal Gleisi Hoffmann e o ex-deputado federal Doutor Rosinha, ambos do PT, na disputa pelo Senado.
-LEIA MAIS: PL oficializa Sergio Moro ao governo do PR e Filipe Barros ao Senado neste sábado
No decorrer da sabatina, Requião Filho detalhou suas principais diretrizes de governo, com forte ênfase na reversão de projetos da atual gestão. O principal alvo é a reestatização da Copel. O candidato argumentou que a companhia de energia já pagou mais em dividendos do que o Estado arrecadou com a venda das ações e apresentou três caminhos para retomar o controle da empresa: uma investigação policial sobre o processo de desestatização, uma articulação com a sociedade e o Legislativo para permitir a recompra das ações ou uma ação judicial questionando os termos contratuais firmados. Seguindo a mesma linha, o parlamentar rechaçou a privatização da Celepar, afirmando que a estatal é altamente rentável e que a transferência para a iniciativa privada colocaria em risco a proteção dos dados pessoais dos cidadãos paranaenses, atribuindo os atuais problemas da companhia a falhas de gestão.
Na área da educação, o candidato prometeu encerrar os programas Parceiro da Escola e das escolas cívico-militares, defendendo que o Estado precisa avançar com modelos puramente pedagógicos. Para ele, a terceirização da gestão escolar proposta pelo Parceiro da Escola é ineficiente e gera custos maiores aos cofres públicos do que a manutenção do modelo tradicional. Sobre as unidades cívico-militares, Requião Filho avaliou que o formato é ancorado em propaganda e não em ensino. O foco de sua gestão para o setor seria a devolução da autonomia aos professores dentro da sala de aula para que possam conduzir a disciplina e o rendimento dos alunos.
As propostas para a segurança pública incluem a implementação de câmeras corporais nos uniformes das forças policiais, medida que o pedetista considera uma garantia de segurança tanto para o cidadão quanto para o próprio agente. O plano de governo também prevê a realização de concursos públicos para ampliar o efetivo de todas as corporações, desde a Polícia Militar até a Polícia Penal. Requião Filho aproveitou o tema para criticar a atual política salarial e as escalas de trabalho da categoria, que chegam a 60 horas semanais, alertando que a sobrecarga tem refletido no alto índice de suicídios entre os policiais militares do estado.
Leia matéria completa na Banda B, parceira do TNOnline