PT-PR pede a impugnação candidatura Deltan Dallagnol ao Senado
Em nota, Dallagnol diz que está seguro de sua situação jurídica

O PT do Paraná e a Federação Brasil da Esperança protocolaram na última segunda-feira (3) o pedido de impugnação da candidatura do ex-procurador Deltan Dallagnol ao senado pelo Paraná. Indicado por seu partido, Deltan seria considerado inelegível por decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, posteriormente, confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dallagnol garante que sua situação é legal.
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O advogado Luiz Eduardo Peccinin, que representa a Federação e o PT-PR, e o presidente do PT, Arilson Chiorato, defendem que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) deve indeferir o pedido de declaração de elegibilidade e, posteriormente, cassar o registro da candidatura.
A federação sustenta que o pedido não apresenta fatos novos e apenas repete argumentos que, segundo a legenda, já foram analisados e rejeitados pelo TSE e pelo STF. A federação afirma que Dallagnol tenta rediscutir a decisão que resultou na cassação de seu registro de candidatura em 2022 e na declaração de sua inelegibilidade. Também alega que decisões posteriores do CNMP, citadas pelo ex-procurador, não alteram o entendimento já firmado pelos tribunais superiores sobre o caso.
Em nota encaminhada à imprensa, a equipe de Dallaganol rechaçou a ação impetrada pelo PT e a Federação Brasil da Esperança: “A impugnação do Partido dos Trabalhadores (PT) não é nada mais do que o partido investigado pela operação Lava Jato tentando tirar da urna o procurador que coordenou a operação. Não conseguem derrotar Deltan no voto, então tentam retirá-lo antes do voto”.
“Deltan está tão seguro de sua situação jurídica que levou a questão à Justiça Eleitoral em julho e antecipou o seu pedido de registro de candidatura, com todos os documentos, pareceres de grandes juristas e antes de qualquer prazo: ele está elegível. Não tinha processo administrativo disciplinar pendente quando deixou o Ministério Público, não foi demitido, não perdeu o cargo, e nenhum dos procedimentos apontados resultou em punição. Em 2023, o voto de quase 345 mil paranaenses foi anulado com base numa suposição sobre o futuro. O futuro chegou e não confirmou nada”, diz a nota.
