PF contabiliza 86 ocorrências de possíveis crimes eleitorais no segundo turno
Maioria das ocorrências envolveu o uso de celulares na cabine de votação; corporação apreendeu mais de 41 mil reais em bens e dinheiro

A Polícia Federal registrou 86 ocorrências de possíveis crimes eleitorais durante o segundo turno das eleições, realizado no último domingo, com ações concentradas em 20 estados e no Distrito Federal. O balanço final, divulgado pela corporação na manhã desta segunda-feira, indica que 74 pessoas foram conduzidas a unidades policiais para prestar esclarecimentos. Dessa mobilização, resultaram a abertura de 13 inquéritos policiais, a assinatura de 64 termos circunstanciados e seis situações de prisão em flagrante que seguem sob análise das autoridades.
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O desrespeito ao sigilo do voto foi a principal infração cometida pelos eleitores, representando quase a metade dos registros, com 38 ocorrências no total. Na sequência das irregularidades mais comuns identificadas pelos agentes aparecem a propaganda eleitoral irregular, o tumulto em locais de votação e a desobediência a ordens eleitorais. A corporação também precisou intervir em episódios de danos a urnas eletrônicas e na suspeita de eleitores que tentaram votar se passando por terceiros.
No recorte regional, a Paraíba liderou o volume de ocorrências com 11 registros, seguida por Minas Gerais, com nove, e Sergipe, com oito. Outros 17 estados, além da capital federal, também demandaram a atuação das forças de segurança federais. O levantamento oficial considera apenas as ações da PF, sem contabilizar os números das polícias estaduais.
Durante as operações de domingo, as equipes apreenderam mais de 41 mil reais em bens, montante que inclui dinheiro em espécie, celulares, equipamentos de informática e caixas de som utilizados nas infrações. Quando observado o acumulado de todo o ano eleitoral de 2026, a Polícia Federal já instaurou 1.629 inquéritos e realizou 98 operações focadas em combater crimes eleitorais, mobilização que resultou na apreensão de quase 52 milhões de reais em recursos irregulares.
