Lula vota em São Bernardo e agradece manifestações de apoio pelo país
Presidente chegou ao local de votação às 9h40 deste domingo, acompanhado de integrantes do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao seu local de votação em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, às 9h40 deste domingo (25). Antes de seguir para a seção eleitoral, o candidato à reeleição agradeceu as manifestações de apoio durante a campanha e acusou o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de mentir.
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O petista estava acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Na saída de casa, em conversa com jornalistas e apoiadores, Lula afirmou que a recepção dos eleitores nesta campanha o emocionou. Ao recordar sua trajetória política e as disputas presidenciais das quais participou desde 1989, disse não ter vivido manifestações semelhantes.
O presidente mencionou atos na Bahia, em Pernambuco, no Maranhão, no Pará e em Minas Gerais. Também destacou a mobilização realizada na Avenida Paulista, na capital paulista, no sábado (24), último dia de campanha nas ruas.
“Eu vou votar agradecido ao povo brasileiro”, declarou. Segundo Lula, as demonstrações de carinho marcaram os últimos dias da disputa.
Ao falar sobre Flávio Bolsonaro, o presidente acusou o candidato do PL de divulgar mentiras durante a campanha. “Por isso que eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso”, afirmou.
Lula busca o quarto mandato presidencial, após vencer as eleições de 2002, 2006 e 2022. Caso seja reeleito e conclua o próximo período de governo, chegará a 16 anos no comando do país.
A disputa chega ao segundo turno com proximidade nos levantamentos de intenção de voto. As pesquisas Datafolha e Quaest divulgadas no sábado apontaram Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%, resultado que representa empate técnico dentro das margens de erro.
No primeiro turno, o senador do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente obteve 45,16%. Após aquela etapa, a campanha petista passou por mudanças na coordenação e ampliou a mobilização nas redes sociais.
Entre os nomes incorporados ao comando nacional estavam Camilo Santana (PT-CE), Rui Costa (PT-BA) e Rafael Fonteles (PT-PI). A estratégia também incluiu maior participação de influenciadores e produção de vídeos e mensagens do próprio presidente para plataformas digitais.
