Lucas Leugi defende representatividade local e propõe polo de desenvolvimento na PR-444
Candidato a deputado estadual destaca que chegou a hora da população eleger um apucaranense nato para a Assembleia Legislativa do Paraná
O vereador Lucas Leugi (PSD), candidato a deputado estadual, defendeu a importância de Apucarana e a região do Vale do Ivaí elegerem representantes nativos para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em entrevista concedida a Tribuna do Norte e TNOnline, o parlamentar, que cumpre seu terceiro mandato na Câmara Municipal, destacou a relevância dos 94 mil eleitores do município para garantir uma voz própria no debate estadual, equiparando a representatividade da cidade à de grandes centros como Curitiba, Londrina e Maringá.
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"Há 20 anos teve um filho de Apucarana, filho que eu digo nascido aqui, que foi deputado estadual, que é o finado José Domingos Scarpellini. De lá para cá, com muita gratidão a todos que representaram Apucarana, quero aqui falar do deputado Arilson Chiorato, do deputado Delegado Jacovós, mas é chegada a hora, com esse número de eleitores, de que a gente coloque de fato a bandeira de um apucaranense que é nascido e criado aqui, que conhece a nossa terra como ninguém, que não precisa de GPS para andar na cidade, e que de fato vai lutar pelos interesses de Apucarana", afirmou Leugi.
Nas propostas econômicas, Leugi defendeu a expansão industrial ao longo da PR-444, apontada como vetor de desenvolvimento regional, e ressaltou a necessidade de reformular o decreto da bacia do Rio Pirapó, alegando que restrições vigentes limitam o crescimento de Apucarana. "Temos um decreto antigo da bacia do rio Pirapó. Nós matamos a sede de Maringá, não recebemos um centavo por isso, em contrapartida Maringá, Mandaguari, Arapongas se desenvolvem na beira da PR-444 e nós ficamos assistindo. Esse decreto precisa ser reformulado, é ali que temos que gerar emprego e renda. Nossos empresários querem avançar, mas precisamos estar onde a economia está, na PR-444", afirmou.

Conhecido por sua postura crítica, Leugi relembrou sua trajetória política para reafirmar a independência que pretende manter na Alep. O candidato destacou ter sido líder do governo municipal na primeira gestão do ex-prefeito Beto Preto, período que classifica como uma administração de excelência, mas pontuou que os mandatos subsequentes da prefeitura falharam pela falta de gestão, de diálogo direto com a população e de enfrentamento transparente das crises. Ele enfatizou que sua atuação fiscalizadora na Câmara reflete o compromisso com o eleitor e assegurou que, se eleito, continuará adotando um posicionamento autônomo. “Na Assembleia, é óbvio, eu vou lutar pelos interesses dos apucaranenses. Com certeza o eleitor será o meu patrão e não o governador”, assinala.
Com experiência no comando da Agência do Trabalhador de Apucarana, ele também abordou os desafios do mercado de trabalho e argumentou que a região não sofre com a falta de vagas, mas com o descompasso entre a oferta e a qualificação da mão de obra disponível. Para resolver o problema, ele defende políticas públicas que estimulem a formalização, com incentivo a cursos de aperfeiçoamento voltados especialmente à área tecnológica.
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O ex-diretor da 16ª Regional de Saúde reforçou seu compromisso com a descentralização do atendimento médico, cobrando a ampliação de especialidades no Vale do Ivaí para evitar o deslocamento prolongado de pacientes até a capital. "Saúde não tem missão cumprida, tem missão a ser cumprida. Então, as emendas que são do deputado estadual, com certeza tem uma parte delas que é específica para a área da saúde. E nós destinaremos mais do que isso, fazer a descentralização da saúde, para que as pessoas não precisem buscar serviços. Para que a pessoa não saia de Jandaia do Sul, por exemplo, para ter um tratamento em Curitiba. Foi isso que o Beto Preto fez no Paraná, esse trabalho precisa continuar. Então, o papel do deputado estadual é que a gente possa cobrar, de fato, a saúde mais perto das pessoas e principalmente a diminuição das filas e das dores da nossa gente", pontuou.
Na educação, o parlamentar prometeu intermediar as demandas dos professores com o governo estadual e exigiu o cumprimento rigoroso das leis de inclusão, defendendo a presença de professores de apoio, acompanhamento terapêutico integrado e salas multissensoriais para alunos neurodivergentes com diagnósticos como TDAH e Transtorno do Espectro Autista.
