Garotinho desiste de recurso no TSE e eleição para o governo do RJ pode ser decidida no 1º turno
Ex-governador obteve mais de 274 mil votos sub judice no domingo (4); TSE ainda precisa homologar formalmente o pedido de desistência

O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (5) a desistência do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), movimento que pode liquidar a eleição fluminense ainda no primeiro turno. Terceiro colocado no pleito do último domingo (4), Garotinho recebeu 274.411 votos (3,17% do total), registrados sob a condição sub judice. Com a retirada formal dessa votação do cálculo geral, os 4,27 milhões de votos obtidos pelo candidato Douglas Ruas (PL) passam a representar 50,88% dos votos válidos, garantindo-lhe a maioria absoluta e dispensando a realização do segundo turno contra o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que registrou 42,76%.
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A desistência foi formalizada pela equipe de campanha por meio de um termo endereçado ao ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques, relator do processo na corte superior. No documento, Garotinho declarou sua renúncia irretratável ao recurso em função do resultado manifestado nas urnas, deixando a decisão final sobre o cenário eleitoral a cargo da Justiça Eleitoral. A homologação do pedido pelo tribunal é o passo que falta para a confirmação oficial do encerramento da disputa em turno único.
A situação jurídica de Garotinho já havia sido agravada na antevéspera do pleito, quando o relator no TSE determinou que os votos dados ao candidato deveriam ser anulados. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia indeferido o registro de sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa, em razão de uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) em 2018. A sentença refere-se ao desvio de R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, período em que o estado era governado por sua esposa, Rosinha Garotinho.
Apesar de não conseguir prosseguir na disputa pelo Palácio Guanabara, o qual comandou entre 1999 e 2002, a família do ex-governador garantiu presença no Congresso Nacional nas eleições de domingo. O filho do candidato, Wladimir Garotinho, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados ao contabilizar 81.797 votos, ficando entre os trinta deputados federais mais votados no estado.
