Falta de política federal e clima extremo desafiam agro, diz Sérgio Souza
Parlamentar ressalta a importância de transformar grãos em proteína animal para gerar empregos no Vale do Ivaí e região central.

O agronegócio paranaense enfrenta um cenário de instabilidade marcado por intempéries climáticas severas e pela escassez de políticas públicas federais de incentivo à produção. O diagnóstico é do deputado federal Sérgio Souza (MDB), que defende a otimização urgente da malha rodoviária e ferroviária do estado como principal saída para reduzir os custos do setor produtivo e promover a industrialização de regiões carentes, como o Vale do Ivaí. O parlamentar cumpriu agenda nesta sexta-fera (2) em Apucarana e região.
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Para o parlamentar, a falta de fomento, aliada aos efeitos do fenômeno El Niño, colocou os produtores em situação de risco financeiro. "O agro está vivendo um dilema muito grande nos últimos anos, principalmente por falta de políticas públicas do governo federal. Seguro rural praticamente acabou. O Pronaf praticamente acabou. Juros estão super altos", alertou Souza. Ele citou episódios recentes de destruição de lavouras por tempestades e vendavais como prova da vulnerabilidade de quem produz a céu aberto.
A solução estrutural defendida pelo deputado passa por melhorias logísticas que permitam a chamada "verticalização" da produção. O objetivo é deixar de exportar apenas matérias-primas e passar a transformar grãos em ração e proteína animal (frangos, peixes e suínos) no próprio interior do estado. "Você pega de Londrina a Guarapuava, dá 300 quilômetros. Não tem uma indústria, não tem nada substancial. E é uma região carente de indústria, que tem uma produção extraordinária", destacou. Segundo ele, obras de terceiras faixas e viadutos em rodovias como a PR-466 e a PR-272, com o apoio do Governo do Estado, são os primeiros passos para atrair empresas e abatedouros.
Souza também ressaltou os impactos diretos da legislação federal nas cidades. Ele é o autor das leis do Pronon (Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica) e do Pronas/PCD, que permitem a destinação de parte do Imposto de Renda devido para entidades locais.
"Ao invés de você mandar o dinheiro do seu imposto lá para Brasília, que você não sabe para onde vai, você pode deixar aqui, diretamente na sua cidade, para cuidar das pessoas mais próximas a você", explicou o deputado, incentivando os cidadãos a repassarem os valores para instituições como o Hospital do Câncer e a Apae de Apucarana. O parlamentar relembrou ainda a articulação de emendas que garantiram equipamentos de alta complexidade para a região, como o acelerador linear de radioterapia do Hospital da Providência.
