Cartório realiza auditoria e lacração de urnas em Apucarana
Procedimento iniciado nesta quinta-feira (24) garante a segurança de 336 equipamentos que atenderão Apucarana, Cambira e Novo Itacolomi
TNOnline TV
A reta final para as eleições ganha ritmo acelerado na Comarca de Apucarana. Nesta quinta-feira (24), a partir das 14 horas, o Cartório Eleitoral deu início à cerimônia oficial de auditoria, verificação e lacração das urnas eletrônicas que serão enviadas aos locais de votação no sábado (03). Apesar dos estragos causados pelos fortes temporais do início da semana, a Justiça Eleitoral garante que o cronograma está mantido e não haverá alteração nos locais de votação.
A auditoria, que é aberta ao público, partidos políticos e imprensa, contou com a presença de autoridades locais, como a promotora eleitoral Dra. Fernanda Lacerda e o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
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A chefe do cartório eleitoral de Apucarana, Andréa Silva Milanin, explicou como funciona a verificação dos equipamentos. "Foram 15 urnas que passaram por auditoria, sendo três delas com auditoria também de verificação pré e pós-eleição, com uma simulação da eleição real. A gente fez o procedimento de impressão do hash, que é aquele código-fonte que está dentro da urna. E, ainda, a simulação com os dados reais", detalha.
Todo o processo de geração de mídias começou na segunda-feira, mas precisou ser estendido até terça devido à tempestade que atingiu a cidade. Após a auditoria, as mídias de teste são retiradas. "Nada é gravado na urna, é gravado nessa mídia de teste. Retornamos com as mídias originais, elas já foram lacradas aqui na presença de todos e agora vão para a caixa. Só saem daqui no sábado, já direto para os locais de votação", afirma Andréa.
Ao todo, a comarca abrange 36 locais de votação (32 em Apucarana, 3 em Cambira e 1 em Novo Itacolomi), totalizando 323 seções eleitorais. Destas, 295 estão em Apucarana, 19 em Cambira e 9 em Novo Itacolomi. Serão utilizadas 336 urnas, sendo 13 delas de contingência (reservas para caso de falha técnica).
A importância da "colinha"
Com uma eleição extensa neste ano, exigindo a escolha de seis candidatos na urna — deputado federal, deputado estadual, dois senadores (primeira e segunda vaga), governador e presidente da República —, a Justiça Eleitoral faz um apelo fundamental aos eleitores: levem os números anotados em papel.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) imprimiu milhares de "colinhas" que estão sendo distribuídas nas escolas e pontos de maior movimento. Andréa Milanin enfatiza que a anotação é uma necessidade para todos, independentemente da escolaridade.
"Não é sobre grau de instrução, se um eleitor é melhor do que o outro. É porque são vários números e ninguém vai lembrar de todos. Todos nós devemos levar essa colinha no dia da eleição. A colinha no celular não é permitida, porque não se pode entrar com o aparelho dentro da cabine de votação. Então, a cola deve ser anotada no papel para digitar na urna", conclui a chefe do cartório.

