Arilson Chiorato mira mandato em Brasília e foca em saúde e infraestrutura
Deputado estadual candidato ao Congresso propõe descentralizar recursos federais para agilizar atendimento nos municípios
Presidente do PT no Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato tenta um primeiro mandato na Câmara Federal com foco em ampliar a representatividade de Apucarana e do Vale do Ivaí em Brasília. Durante entrevista a Tribuna/TNOnline, o parlamentar destacou que a região carece de uma voz definitiva na capital federal e apontou a saúde, a infraestrutura e a segurança pública como as principais frentes de atuação para aplicar recursos da União.
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A principal prioridade de Chiorato para Apucarana é a reestruturação da saúde pública. O candidato defende a conclusão e o custeio do novo hospital da cidade, que atualmente opera de forma parcial, e a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região abaixo da Avenida Minas Gerais. O deputado afirmou que acionará o governo federal para resolver o impasse estrutural e financeiro da unidade paralisada.
"Eu vou lutar tanto que, se precisar federalizar o hospital que está parado lá, eu vou conversar com a ministra da Saúde para federalizar e a gente tocar, independente da vontade política local do prefeito ou do estado", garantiu o candidato.
Na área de infraestrutura, o parlamentar pontuou a urgência de duplicar as saídas para Maringá e Londrina, revitalizar a Avenida Ponta Grossa e construir um novo terminal urbano. Ele pretende viabilizar essas obras por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de articulações no Ministério das Cidades.
Para a segurança pública, Chiorato foca na aprovação da PEC da Segurança, visando unificar as forças nacionais e garantir mais repasses aos municípios. Ele também defende a mudança na escala de trabalho dos policiais para o modelo 5x2, com o objetivo de proporcionar melhor qualidade de vida aos agentes.
A principal ferramenta de Chiorato para viabilizar os projetos regionais é a sua base no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição. O parlamentar destacou o poder de investimento direto que o cargo proporciona por meio do orçamento. "Um deputado federal tem só dele de emenda impositiva 50 milhões de reais por ano por ano. E mais 20 de bancada. Ou seja, ele tem 70 milhões de reais que ele pode indicar para quem, quando e onde colocar esse recurso", explicou.
Apresentando-se como um deputado municipalista, ele criticou a concentração de recursos na região metropolitana de Curitiba e cobrou a revisão do pacto federativo, exigindo que o dinheiro fique mais próximo das prefeituras para agilizar o atendimento à população.

Como líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, Chiorato lembrou seu histórico de votos contrários a pedágios abusivos e à privatização da Copel, mas fez questão de rechaçar a polarização agressiva no atual cenário político. "Tudo que é radical e extremista não serve. Nem para o lado de lá, nem para o lado de cá. Se as pessoas não têm condições de sentar na mesa, fazer o que nós estamos fazendo aqui, sentar no sofá, tomar uma água e bater um papo, e às vezes até pensar divergente, e colocar isso e respeitar a opinião da outra e seguir a vida para frente, ela não pode participar da política", concluiu.
