TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Inovação

publicidade
INOVAÇÃO

O risco invisível da inteligência artificial: perder o bom julgamento

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O risco invisível da inteligência artificial: perder o bom julgamento
Autor Foto: Ilustrativa/Freepik

Li recentemente na Harvard Business Review um artigo que me fez parar e pensar. Não sobre qual será a próxima ferramenta de inteligência artificial a surgir e resolver todos os problemas, mas sobre algo bem mais humano, e talvez mais urgente: como desenvolver bom senso em um mundo cada vez mais mediado por IA. O texto parte de um paradoxo curioso.

Nunca tivemos tantas máquinas “inteligentes” nos ajudando a decidir, prever, recomendar e otimizar. Ao mesmo tempo, nunca foi tão importante que as pessoas saibam julgar, interpretar e questionar essas recomendações. E aí está o problema: a própria IA pode estar reduzindo as oportunidades de aprender isso na prática.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Durante muito tempo, o bom julgamento profissional foi construído no dia a dia: errando, corrigindo, lidando com exceções, enfrentando situações ambíguas e tomando decisões com consequências reais. Hoje, boa parte dessas tarefas intermediárias é automaticamente resolvida por algoritmos. O ganho de produtividade é evidente. O risco silencioso, nem tanto.

O artigo chama atenção para um ponto sensível: profissionais mais experientes tendem a usar melhor a IA justamente porque já viveram os fundamentos do trabalho. Eles sabem quando confiar, quando desconfiar e quando ajustar o que a máquina sugere. Já quem começa a carreira em ambientes altamente automatizados pode se tornar eficiente rapidamente, mas sem desenvolver repertório para decidir quando a tecnologia erra, exagera ou simplesmente não entende o contexto.

Isso vale para o setor de TIC, para o comércio, para a indústria, para o serviço público. Em Apucarana, onde muitas empresas estão avançando na digitalização e no uso de dados, a pergunta deixa de ser “qual ferramenta usar?” e passa a ser: quem está aprendendo a decidir melhor com ela? Outro alerta importante do texto é organizacional. Se não cuidarmos disso, podemos formar líderes que sabem pedir relatórios à IA, mas nunca dominaram de fato os processos que supervisionam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gente que delega para algoritmos decisões que exigem sensibilidade, ética, leitura de contexto e responsabilidade humana. A solução não é frear a tecnologia, muito menos ignorá-la. O caminho é redesenhar o trabalho e o aprendizado. Criar espaços onde pessoas ainda precisem pensar, justificar escolhas, analisar consequências e refletir sobre decisões tomadas com apoio da IA, e não em substituição a elas.

O artigo sugere práticas simples, mas poderosas: deixar claro quem decide e por quê; expor profissionais às consequências reais das decisões; usar simulações, estudos de caso e desafios progressivos; incentivar pausas para reflexão, não apenas execução. Em outras palavras, usar a IA como copiloto e não como piloto automático.

No fim das contas, a pergunta não é se a inteligência artificial vai decidir por nós. Ela já decide muita coisa. A pergunta é: quem está aprendendo a decidir melhor por causa dela?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Talvez esse seja o verdadeiro diferencial competitivo daqui para frente.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Inovação

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV