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O Ambiente de Crise e a Economia de Quarentena

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O Ambiente de Crise e a Economia de Quarentena
Autor Foto: Reprodução

Uma coisa é certa, nem só um caminho nem só um outro, à luz da experiência, o fio da navalha pode ser perigoso demais. Os cuidados devem ser tomados para se evitar a contaminação pelo Covid-19. Entretanto, o momento exige disposição para o novo Q, W, E, R, T, Y, para sair adiante, sem vitimização e sem se fechar neste ou naquele caminho. Precisa-se ter bem claro que a recuperação econômica leva mais tempo, tanto quanto a cooperação e a coordenação social quando não se inter-relacionam. O novo equilíbrio de curto, médio e longo prazo exige mudanças inteligentes, sem contaminações negativas que quebrem a corrente de expectativas positivas. A solução vem quando se consegue trabalhar e aglutinar forças, com expectativas positivas e objetivos claros, trabalhando potenciais de que já dispomos. Precisa-se planejar, executar e avaliar, pisando com firmeza, tanto para cuidados sanitários, quanto para a formação do novo que trazem inovação e recuperação econômica.


A crise do corona vírus, traduz-se em: crise do petróleo, da infraestrutura, da logística e da saúde juntas; do Real frente ao Dólar que nos torna mais pobres, financeiramente, com seguidas retrações da Bolsa, de ansiedade no mundo em quarentena, da dívida pública que pode se elevar a mais 10% do PIB brasileiro.
A Crise, portanto, é: a) do FMI que se acha assustado com o tamanho de sua extensão; b) de quem ainda sonhava em ir viver nos Estados Unidos; c) dos setores econômicos brasileiros – da Indústria sem política industrial; d) de identidade, para quem achava que não era crise; e) dos bancos centrais e de fomento que – sem munição – não sabem como se articular e a quem acudir primeiro; f) da União Europeia e dos demais blocos econômicos desarticulados; g) da geração e manutenção dos empregos e da informalidade que explode; h) da desnutrição que leva a crise de aprendizagem; i) do Estado que esperava sair da indução econômica e do planejamento macroeconômico, achando que a mão invisível resolve tudo; j) da política e dos políticos que geram seguidas crises na economia; k) dos poderes, estados e municípios; l) de ausência de uma reforma fiscal, que efetivamente valorize a atividade produtiva; m) dos desempregados, e vira crise de sem tetos e de desigualdade e pobreza extrema; n) dos imigrantes, e pode se tornar uma realidade entre os estados brasileiros, como na década perdida dos anos 80; o) dos países que para firmarem seus governos, precisam ativar o crescimento econômico a todo custo.

Além disso tudo, a Crise ainda apresenta outras características: a) escancara-se na educação que compromete o desenvolvimento dos países no longo prazo; b) está na arrecadação de associações, clubes e igrejas; c) está agravada na Previdência e nas assistências sociais gerais; d) é a crise dos serviços públicos; e) está na sua vida e na de quem não pode pagar escola particular nem plano de saúde; f) é das relações e de atividades comerciais internacionais e sanitárias que escancaram a crise de saúde mundial; g) é da velha economia que entra em quarentena – em marcha forçada – e vai para a economia da digitalização e do delivery. Atrás de uma grande crise vêm outras menores setoriais e localizadas. Esta crise, reúne todos os efeitos colaterais possíveis.

A saída é não jogar fora a criança com a água do banho, sendo, portanto: a) promover uma política de incentivo à indústria no desenvolvimento de produtos de consumo de capitais leves intensificando os já existentes e de capitais duráveis com apoio e incentivo às exportações, com a possibilidade de dar grandes saltos futuros; b) buscar um novo padrão produtivo tecnológico combatendo atrasos entre os vários setores; c) difundir na sociedade, de forma clara, concisa e objetiva, um planejamento econômico, com revigoramento estatal de longo prazo, para que não haja descontinuidade das ações de políticas implementadas. Estado forte é o Estado que não patina, contudo promove crescimento e desenvolvimento via planejamento com adesão social.

Um novo milagre econômico – como o de 1968-1974 – poderá vir se o Estado criar as condições do capital se reproduzir: estimular mecanismos de crédito produtor - consumidor potencializando a demanda da indústria para bens de consumo e bens duráveis, mirando a renovação dos parques industriais, tecnológicos e de máquinas para a ampliação da produtividade das empresas e a intensificação da Indústria; elegendo-se setores de respostas rápidas – Automobilística, Química e Civil – como ponto de apoio: a) Promover uma reforma tributária, com a redução de encargos e tributos é primordial para nova arrancada desenvolvimentista; b) Empresas estatais podem estar ao lado e oferecer condições de crescimento às empresas particulares; c) A política econômica iniciada muito pode ajudar principalmente por meio da taxa de câmbio e de juros reduzidos; d) A política monetária precisa trabalhar em sintonia com todo o processo de política econômica, a fim de se aquecer a demanda sem pressionar os preços e estimular a produção empresarial.

Deve-se, portanto, dar ênfase: a) à infraestrutura tomando como tripé o capital nacional, o Estado e o capital internacional, atuando em parcerias, nas regiões metropolitanas com especial destaque para as regiões do interior que poderão abrigar novos investimentos – em suas vantagens comparativas – a fim de levar o crescimento para o interior do país; b) atuar para que a distribuição da renda possa caminhar ao lado evitando-se os bolsões de pobreza, por meio de uma política de valorização salarial; c) promover um equilíbrio entre o setor público e o setor privado, recuperando a desnacionalização da economia brasileira, tornando-a menos vulnerável a crises mundiais; d) um novo orçamento de gasto deve ser planejado para impulsionar o crescimento econômico; e) promover a atualização do país tecnologicamente para que tenha condições de emparelhar-se junto aos demais no longo prazo; e, f) planejar e investir na educação de longo prazo com valorização dos educadores.

O livre jogo do mercado não dá conta de fazer o crescimento e o desenvolvimento para países do terceiro mundo, onde tudo está por fazer e com diferentes realidades regionais. As empresas precisam do apoio do Estado. Aqui o desenho é que o Estado não precisa ser mais recatado do que já é, o livre jogo do mercado não leva à industrialização espontânea que precisa ser induzida. Para a promoção do crescimento e do desenvolvimento é preciso que o Estado faça política monetária expansiva, tome as rédeas do processo e do crédito e mantenha a renda em ascensão, para assegurar um volume médio de consumo que permita a expansão continuada das empresas.

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