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A Cooperação Técnico-Produtiva em Aglomerações Empresariais

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A Cooperação Técnico-Produtiva em Aglomerações Empresariais
Autor Foto: Reprodução

Pode-se afirmar que os ganhos de eficiência coletiva são promovidos por meio da adequada divisão do trabalho e da coordenação, na correta difusão de novas tecnologias, adequação ao ambiente econômico, além dos ganhos de economias de escala e escopo apropriadas pelas firmas integradas. Estes quesitos reforçam as economias internas e promovem o fortalecimento de aglomerações empresariais especializadas fundamentalmente em seu aspecto horizontal, o que as qualifica para o enfrentamento da concorrência. Tal modelo produtivo fundamenta-se na capacidade de articulação de pequenas, médias e grandes empresas, sendo este o conceito de aglomerações empresariais competitivamente avançadas.

O arranjo pode buscar aperfeiçoar sempre mais a logística do fluxo de informações e, quanto mais complexa ela for, maior a necessidade de uma coordenação coletiva eficaz das ações dos agentes. Essa coordenação pode atuar de modo quantitativo ou qualitativo mediante a diversidade de tecnologias e subtecnologias empregadas – nas atividades produtivas –, com vistas a compatibilizar o nível de performance técnica dos agentes até os processos de produção, formação de recursos humanos, controle de qualidade e normalização técnica.

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Devido à organização de seus processos, as aglomerações empresariais estarão melhor preparadas, criando condições de ampliar seu desempenho técnico produtivo, incrementando a competitividade como um todo. Vale ressaltar que a promoção dos mecanismos de cooperação é importante porque aumenta a capacidade competitiva de comunidades locais/regionais e redes de pequenas e médias empresas. Nesse sentido, a normalização permite uma uniformidade nas ações das aglomerações empresariais ao nível da rede. A cooperação é importante também porque permite definir padrões, normas e procedimentos técnicos que orientam o comportamento dos agentes, diminuindo assimetrias de diferentes capacitações tecnológicas, além da incerteza gerada por indefinições diversas. Afloram-se as externalidades positivas e a aglomeração empresarial pode avançar na eficiência coletiva com a adequada estruturação.

O complemento se faz mediante uma avaliação do produto final gerado pelos integrantes, envolvendo análise da qualidade, avanços tecnológicos e organizacionais obtidos, redução de custos alcançados, economias de escala ou escopo e complexidade tecnológica do produto. Quanto mais complexos os produtos gerados ao nível da aglomeração empresarial, mais complicada será a integração de competência entre seus integrantes.

Outro passo, a fim de promover um alto nível de compatibilidade, evitando assimetrias na aglomeração empresarial como um todo, é avaliar o nível de externalidade das economias da aglomeração, especialmente quanto à tecnologia, que podem ser: externalidades tecnológicas tradicionais, específicas, relacionadas à redução de preços e insumos, provisão de serviços técnicos ao nível da rede, montagem de uma infraestrutura eficiente ao nível local e disseminação de padrões técnicos. Pode ser que a partir da análise de diferenciais de tecnologias surjam ideias específicas de melhorias técnicas a serem implementadas.

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Por fim, pode-se avaliar, a fim de se estabelecer o nível de sinergia da rede, em que medida a coordenação dos fluxos produtivos proporciona ganhos de eficiência para o conjunto dos membros da rede, quantitativa e qualitativamente. Sugere-se ainda avaliar os ganhos de competitividade, promovidos por ganhos de eficiência, produtividade, advindos da certificação e sua evolução, da compatibilização dos padrões, da customização, a tal ponto que tais procedimentos integrantes de um conjunto de avaliação rotineiros que alcançaram sucesso possam tornar-se modelos estilizados a serem seguidos. A integração entre empresas parceiras para a construção de uma competição conjunta é uma realidade que chegou para ficar e precisa ser aperfeiçoada cada dia mais.

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