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Sobram eleitores, faltam votos

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Sobram eleitores, faltam votos
Autor Foto: Agência Brasil

Há muitos e muitos anos Apucarana amarga a falta de um deputado estadual para chamar de seu, em que pese o município ter mais de 94 mil eleitores. O último apucaranense a permanecer dois anos como deputado estadual foi o falecido José Domingos Scarpelini, que como suplente assumiu o mandato de 2005 a 2006. Apucarana, no passado, chegou a ter dois deputados estaduais eleitos no mesmo pleito, Osvaldo dos Santos Lima e Antônio Maciel Filho. Prefeito de Apucarana entre os anos de 1959 e 1963, Marino Pereira também se elegeu deputado estadual. Mas, infelizmente, tudo isso ficou no passado e a cidade continua desperdiçando seus votos para candidatos de fora, impossibilitando que algum apucaranense retorne à Assembleia Legislativa do Estado. Pelo visto, não vai ser nesta eleição que isso pode mudar, quando muitos ainda registram candidaturas apenas para fazer legenda para seus partidos, favorecendo, evidentemente, candidatos de outras plagas. Oxalá isso um dia ainda mude, mas sabe-se lá quando...

Deputados fim de feira

Se conferirem o currículo político do ex-prefeito de Apucarana, Valter Aparecido Pegorer, e de seu filho, André Gustavo Pegorer, vão perceber que ambos chegaram a assumir a Assembleia Legislativa. Mas cada um ficou apenas 30 dias, depois de amargarem quatro anos de suplência. Foram os últimos 30 dias da legislatura em que titulares saíram candidatos.

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Federais, o consolo

Sem deputado estadual para chamar de seu, Apucarana pode ter dois deputados federais: Beto Preto (PSD) e Arilson Chiorato (PT). Beto vai à reeleição e deve ser o mais votado de seu partido, enquanto Arilson entra no pleito como virtualmente eleito. Ambos abriram frentes em muitos outros municípios, não contando apenas com os votos

Curi muito animado

Se tem um candidato ao Senado da República que está confiante em sua eleição, este candidato é o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos). Ele confia muito nos prefeitos paranaenses para que venha a ocupar uma das duas vagas em disputa nesta eleição. Curi é mesmo muito querido pelos prefeitos do Paraná.

Plano B para vice

Caso até este sábado o PSD não consiga uma aliança com outros partidos, negociando a candidatura a vice de Sandro Alex, o governador Ratinho Junior deve lançar mão da jornalista e ex-candidata a prefeita de Curitiba, Cristina Graeml, para compor a chapa majoritária do partido. O sonho de Ratinho é ter ao seu lado a Federação União Progressista (União/PP).

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Para Moro, Greca tanto faz

Na visão do candidato do PL ao governo do Paraná, senador Sergio Moro, a permanência do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), candidato ao governo, tanto faz. Para Moro, Greca candidato dividiria os votos do grupo do governador Ratinho Junior; fora da disputa, aumentaria a votação do senador em Curitiba. De acordo com Moro, nenhuma das alternativas é ruim.

FILIPE BARROS, VOTO IDEOLÓGICO

Tido como o mais fiel bolsonarista no Estado e reconhecidamente como o candidato que mais representa a direita no Paraná, o deputado federal Filipe Barros (PL) aposta muito no voto ideológico para chegar ao Senado da República. Ao contrário de outras candidaturas, o Senado é onde o voto ideológico tem mais prevalência. Filipe Barros em 2022, como candidato a deputado federal, teve uma das maiores votações no Estado e agora em 2026, quando concorre ao Senado, além do voto ideológico da direita, investe em outras duas frentes: agronegócio e lideranças evangélicas.

Vapt Vupt

* O PSB do Paraná fez convenção anteontem à noite em Curitiba, definindo chapa de candidatos a deputado estadual e federal, deixando em aberto a eleição majoritária de governador, vice e as duas vagas para o Senado.

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* Na tentativa de conseguir o apoio do PSB, o candidato a governador Requião Filho (PDT), que tem nos partidos de esquerda o arco de sua aliança, esteve ontem em Brasília tentando convencer a cúpula pessebista a estar com ele.

* A ex-governadora Cida Borghetti, esposa do deputado federal Ricardo Barros, é cotada para ser vice de Sergio Moro, caso a Federação União Progressista decida apoiá-lo. O problema é que Moro já escolheu seu vice há um bom tempo.

* O Podemos fez sua convenção neste dia 20, em Curitiba, mas não fechou nem toda a chapa de candidatos a deputado federal e estadual e muito menos das eleições majoritárias. Tudo vai ficar para mais adiante, talvez em agosto.

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