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As projeções para eleger deputados

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As projeções para eleger deputados
Autor Foto: Valdir Amaral/Alep

Para a Câmara Federal, o Paraná tem em disputa trinta cadeiras, um colégio eleitoral de 8.609.026 votantes e uma estimativa de que destes apenas 6.456.770 devem votar para deputado federal, o que equivale a dizer que para cada cadeira o partido teria que fazer 215 mil votos, o chamado quociente eleitoral. Pelo menos é o que estima o advogado Wilson Kaminski, especialista em direito eleitoral. Já a projeção para deputado estadual, onde 54 cadeiras estão em disputa, o quociente eleitoral é estimado em 119 mil votos para cada vaga. Segundo ainda Kaminski, pelas suas projeções a coligação União Progressista (União e PP) é quem deve eleger o maior número de deputados federais, conquistando 7 cadeiras. Já a Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV) pode conquistar 5 vagas, mesmo número do PL, vindo a seguir o PSD com 4 cadeiras, o Novo com 2, enquanto Republicanos, MDB, Podemos e PSDB/Cidadania conquistariam apenas uma cadeira cada um. Nesta projeção haveria três sobras em disputa, a depender da votação conquistada por cada legenda. No caso de deputado estadual, o maior número de vagas ficaria com o PSD, com 15 deputados, vindo a seguir o PL com 10, União Progressista 8, Brasil da Esperança com 7, Republicanos 2, MDB 2, Novo 2, Podemos 2, PDT 1, PSDB/Cidadania 1, Avante 1 e três vagas ficariam em disputa pelas chamadas sobras.

Apoio em Londrina

O ex-prefeito de Arapongas e candidato a deputado estadual Sérgio Onofre (PSD) conquistou o apoio de três vereadores em Londrina, além de outras lideranças políticas, incluindo o prefeito Tiago Amaral, seu amigo pessoal. Sérgio Onofre é tido como um dos prováveis eleitos de seu partido e estima-se que só em Arapongas ele faça mais de 30 mil votos, tal a força dele na cidade que administrou por oito anos.

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A liderança de Barros

O deputado federal Ricardo Barros, principal liderança do PP no Paraná, é tido como um dos mais hábeis políticos do Estado, tal a desenvoltura com que se relaciona com todas as alas políticas, seja de direita ou esquerda. Com reeleição garantida, Ricardo Barros é o responsável pelo grande salto de Maringá, considerada a cidade com melhor qualidade de vida no Brasil. Uma potência econômica no Estado.

Dinheiro é vendaval

A se confirmar que um tal de Neto, candidato a deputado federal, estaria despejando R$ 300 mil em Apucarana para seus apoiadores, o circo pode pegar fogo. Seria dinheiro de caixa dois? Ou está tudo legalizado para aparecer na prestação de contas do candidato? O que se sabe é que esse candidato seria dono de uma rede de lojas de móveis e eletrodomésticos e estaria gastando muitos milhões para se eleger. Se estiver tudo legalizado, sem problema.

Beto, o mais votado

Para orgulho de Apucarana, o ex-prefeito e atual deputado federal Beto Preto deve ser novamente o deputado federal mais bem votado de seu partido, o PSD. Estima-se que Beto pode até superar a sua votação de 2022, quando fez 206 mil votos. Como Secretário de Estado da Saúde, Beto conquistou o apoio de dezenas de municípios pelo Paraná afora, o que o credencia a ter mesmo uma grande votação nesta eleição.

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Pedido de cassação

O presidente do PT do Paraná e candidato a deputado federal Arilson Chiorato ingressou na Justiça Eleitoral com o pedido de cassação da candidatura de Jeffrey Chiquini (Novo), que disputa uma vaga na Câmara Federal. Arilson acusa o candidato do Novo de usar dinheiro do Fundo Eleitoral para divulgar cursos, incentivar investimentos em criptomoeda e promover suas empresas em redes sociais. Isso vai dar muito pano pra manga...

A IDEOLOGIA DE RECIFE

Em entrevista ao TNOnline e a esta Tribuna, o ex-vereador apucaranense Rodrigo Recife, agora candidato a deputado estadual, admitiu que para ele não importa partido nem companheirismo político, desde que esteja em cargo público. Quando Beto Preto era prefeito, conseguiu uma boquinha na Agência do Trabalhador; depois se elegeu vereador e fez parte da base do prefeito Junior da Femac, que o lançou candidato à sua sucessão e finda a eleição, onde foi derrotado por Rodolfo Mota em 2024, Recife conseguiu uma boquinha como secretário de Cultura, abandonando os antigos companheiros políticos. Deixou a Prefeitura para se alojar no gabinete do deputado Felipe Francischini com o compromisso de sair candidato a deputado estadual para ajudar na legenda do partido Novo e conseguir votos para Felipe, que vai à reeleição de federal. Recife já passou por vários partidos políticos. Como não tem a menor chance de se eleger deputado estadual, depois da eleição, se Felipe Francischini não o quiser mais em seu gabinete, vai ter que recorrer novamente a Rodolfo. Depois de 2028, se Rodolfo não for reeleito — o que a esta altura parece difícil —, Recife vai se encostar no futuro alcaide. Ideologia zero. E assim caminha a humanidade.

Vapt Vupt

* Ao mesmo tempo que luta contra sua inelegibilidade pelo esforço hercúleo que fez em 2024 na tentativa de eleger seu sucessor, o exvereador Recife, que depois o traiu, o ex-prefeito Junior da Femac agora faz campanha em Apucarana para os candidatos do MDB a deputado estadual, Anibelli Neto e federal, Sérgio Souza.

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* Por falar em campanha, em Apucarana o que menos se vê é empenho nas ruas para os candidatos ao Governo do Estado. Nenhum dos três principais concorrentes — Sérgio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) — tem cabos eleitorais trabalhando para eles na cidade. Parece que a eleição em Apucarana se limita a deputados.

* Por liderar as pesquisas de intenção de voto, o candidato do PL ao Governo do Paraná, Sérgio Moro, acredita que bastam os programas no horário gratuito do TRE no rádio e TV para convencer o eleitorado, sem necessidade de material de campanha nas ruas. É o mesmo pensamento da coordenação de Sandro Alex, do PSD. Será isso mesmo?

* A cada dia uma nova pesquisa de intenção de voto para o Governo do Paraná é divulgada, até por institutos que poucos sabiam que existiam. São números absurdamente divergentes um do outro, que nem vale mais a pena divulgá-los. Pela tradição e maiores acertos em campanhas passadas, Paraná Pesquisas e Quaest seriam os mais confiáveis.

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