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O Brasil e a miopia fiscal explícita dos dirigentes

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O Brasil e a miopia fiscal explícita dos dirigentes
Autor O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em meio à escalada inflacionária que assola o país, os dirigentes políticos têm demonstrado uma notável miopia na gestão das finanças públicas, de forma particular, e da economia, de forma geral, priorizando a manutenção de regalias em detrimento das necessidades da população mais vulnerável. A situação atual é alarmante: a inflação mostra-se resistente, com expectativas de que ultrapasse as previsões iniciais. O Banco Central, em uma tentativa de conter esse fenômeno, não descarta a possibilidade de ajustes na taxa Selic, o que poderia manter ou elevar os juros, afetando negativamente o investimento no setor produtivo.

Paralelamente, um dos principais fatores que impulsionam a inflação é a política fiscal expansiva do governo Lula, que insiste em manter gastos elevados, muito acima das receitas. Tal prática tem resultado em déficits sucessivos. Embora o governo tenha tentado aumentar as receitas através de medidas como a retirada da desoneração da folha de pagamento e a imposição de maiores tributos sobre certos setores produtivos, estas ações provaram-se insuficientes. O cenário econômico segue grave, com aumento do risco-país, escalada da dívida pública e juros elevados para a rolagem dessa dívida, configurando um quadro de forte pressão inflacionária que se soma aos problemas de outros indicadores.

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No entanto, em vez de buscar a racionalização de despesas desnecessárias e supérfluas — como mordomias, despesas com viagens nacionais e internacionais em comitivas extensas que pouco resolvem —, o governo optou por cortar despesas obrigatórias que beneficiam diretamente a população. Um exemplo claro disso é a revisão de cerca de 800 mil benefícios pelo INSS, numa tentativa desesperada de redução de gastos. Simultaneamente, a prática de concessão de emendas de orçamento secreto continua a expandir-se, enquanto os gastos dos outros poderes permanecem intocados.

Este cenário de desequilíbrio fiscal e social não é exclusivo do governo atual, mas tem se intensificado sob sua gestão. O governo parece perdido, sem saber como ajustar a economia, enquanto mantém uma narrativa de que está revolucionando a vida dos brasileiros — uma alegação que se distancia cada vez mais da realidade.

Outro fator que contribui para a deterioração do quadro econômico é a baixa produtividade e a reduzida competitividade da nossa economia, que tem perdido posições em rankings internacionais de competitividade e produtividade.

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Diante deste panorama, é imperativo que os cidadãos brasileiros exijam transparência e responsabilidade dos seus líderes. É necessário que haja uma verdadeira revolução na forma como o governo lida com as finanças públicas, priorizando o corte de gastos supérfluos e protegendo os investimentos sociais essenciais.

É lamentável observar que, enquanto as necessidades básicas de uma grande parcela da população são negligenciadas, as mordomias e privilégios de uma elite política continuam intocadas. Este é um reflexo não apenas de uma gestão fiscal irresponsável, mas de uma profunda desconexão com as realidades e desafios enfrentados pelos brasileiros comuns.

No caso brasileiro, podemos ter a impressão de que estamos pagando pela festa de poucos, enquanto muitos permanecem famintos. Não se pode esperar um futuro próspero para o país se continuarmos a ignorar as necessidades de quem realmente sustenta a nação com seu trabalho e seus impostos. É necessário olhar de longe e de alto para compreender que os verdadeiros ajustes não são apenas fiscais, mas também morais e sociais.

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