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Inércia federal e estagnação

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Inércia federal e estagnação
Autor Fachada do Palácio do Planalto em Brasília. - Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Até agora, a economia brasileira tem contado muito pouco com a eficiência, eficácia e efetividade da política econômica conduzida pelo governo federal para garantir um desempenho consistente. A situação se assemelha a uma “nau à deriva”, cujo timoneiro se recusa a assumir o comando. O que tem sustentado minimamente o funcionamento da economia é o esforço do setor produtivo que segue operando sem o respaldo efetivo das ações governamentais.

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Dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil (IBC-Br) apontam para uma expansão de 1,3% na atividade econômica no primeiro semestre do ano, comparado com o trimestre anterior. No entanto, temos que considerar como fundamental observar que grande parte desse desempenho positivo foi concentrada em março, o que indica que a recuperação ainda é recente e carece de maior consistência ao longo do tempo.

Mais uma vez, o setor agropecuário se destacou, registrando uma expansão de 6,1% na análise trimestral, seguido pela indústria, com crescimento de 1,6%, e pelo setor de serviços, com 0,7%. A arrecadação de impostos também apresentou alta de 0,7%. No acumulado de 12 meses, o desempenho do PIB, sem ajuste sazonal, ficou em 4,2%. No entanto, a expectativa para a evolução do PIB em 2025 é de apenas 2,0%. Esse cenário prospectivo está longe do ideal, uma vez que a economia brasileira necessita de um crescimento mais robusto para recuperar os níveis de atividade e bem-estar observados em 2014.

Uso o ano de 2014 como referência porque foi quando se desencadeou a crise fiscal no governo Dilma, que desorganizou profundamente a economia brasileira, revertendo muitos dos avanços e conquistas obtidos desde o início do século, especialmente durante o “boom” das commodities e a expansão da agroindústria. Como se não bastasse o impacto das decisões equivocadas daquele período, logo em seguida enfrentamos a pandemia e seus reflexos na economia global. Essa combinação explosiva resultou em um aumento vertiginoso do endividamento do setor público, além de inaugurar uma nova sequência histórica de pressões inflacionárias e elevação das taxas de juros.

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Não obstante, ainda deveríamos manter a esperança de que a retomada das políticas públicas possa representar a principal alternativa para reverter a queda na qualidade de vida dos brasileiros. No entanto, a crescente dependência do governo federal em relação ao Poder Legislativo, especialmente no que se refere à destinação de uma parte significativa do orçamento público por meio de emendas parlamentares, muitas vezes desconectadas das ações e metas previamente planejadas, compromete essa esperança e causa uma interrupção indesejada nas políticas públicas essenciais.

O que tem contribuído para manter, em parte, a qualidade de vida da população são algumas iniciativas pontuais na condução das políticas fiscais adotadas por alguns estados e municípios. Esses entes vêm buscando uma gestão mais rigorosa das despesas, com o objetivo de garantir recursos disponíveis para investimentos em infraestrutura, que representa uma das maiores carências da economia brasileira.

Diante desse cenário, é inegável que o governo federal precisa fazer muito mais do que tem feito. A inércia diante dos desafios estruturais, a fragmentação do orçamento e a ausência de uma estratégia nacional clara para impulsionar o crescimento revelam um Estado que se exime de liderar o desenvolvimento do país. Não podemos esperar que o setor produtivo ou os entes subnacionais sustentem sozinhos o peso da retomada econômica.

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