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A força dos números

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A força dos números
Autor Qualquer postura diferente disso pode ser classificada como imediatismo político - Foto: Reprodução/Freepik

Recentemente, presenciei uma fala da Secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, na qual ela destacou a importância de os formuladores de políticas públicas considerarem a demografia na concepção das políticas. Em sua fala, enfatizou especialmente a relevância da transição demográfica, conceito e fenômeno com o qual venho me preocupando e trabalhando há muitos anos.

Em meus estudos, reflexões e elucubrações, sempre considero a demografia como elemento fundamental para analisar e comentar eventos econômicos, bem como vejo que não é possível dissociar a ação pública da realidade demográfica. Essa perspectiva está evidenciada em meus textos e comentários já publicados. Em novembro de 2015, destaquei a decisão da China de permitir que as famílias tivessem um segundo filho sem punições, uma medida motivada pela transição demográfica, que vinha reduzindo o número de jovens e, consequentemente, envelhecendo a força de trabalho.

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No mesmo mês e ano, destaquei as decisões dos governos paulista e paranaense de fechar algumas escolas e colégios devido à falta de alunos em determinadas localidades, também um reflexo do envelhecimento da população. Em janeiro de 2017, comentei que o envelhecimento populacional, embora represente um sinal positivo de aumento da longevidade, configura-se como o grande desafio do século, já que teremos menos jovens para produzir para uma quantidade cada vez maior de idosos.

Isso, naturalmente, gera um novo segmento consumidor: a população idosa. Além disso, altera a demanda por políticas públicas voltadas a esse grupo, o que exige dos gestores públicos atenção a essa transformação social no momento de conceber, planejar e implementar políticas públicas.

Não se deve contratar muitos professores por concurso público quando há uma expectativa de redução no número de alunos no médio e longo prazo. Por outro lado, é necessário ampliar a proporção de profissionais voltados aos cuidados com a população idosa em relação aos profissionais destinados ao atendimento de crianças e adolescentes. Em 2018, também comentei que, nos países desenvolvidos, a transição demográfica já havia atingido o quarto estágio, caracterizado por baixas taxas de mortalidade e natalidade. Com isso, o crescimento populacional tende a ser próximo de zero. O que já acontece com muitos municípios brasileiros.

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Sem sombra de dúvidas, a questão demográfica deve permear todas as discussões políticas da atualidade. Nada pode ser planejado ou decidido sem considerar essas informações. Mesmo as empresas precisam observá-las ao decidir sobre o aumento da produção e da oferta de seus produtos. O marketing observa a demografia. Por isso, os formuladores de políticas públicas, seja em pequenos municípios ou em grandes metrópoles, também devem acompanhar atentamente os resultados do Censo e analisá-los com rigor, reconhecendo a riqueza das informações ali contidas como fundamentais para orientar a atuação dos gestores públicos.

O gestor que não se preocupar, observar e compreender os eventos demográficos está fadado a ser considerado incompetente. Por isso, todos os analistas, formadores de opinião, empresários, líderes comunitários e membros da sociedade civil organizada devem cobrar dos agentes políticos o entendimento e o acompanhamento dos movimentos demográficos, bem como a justificativa das decisões e políticas propostas com base nesses dados. Qualquer postura diferente disso pode ser classificada como imediatismo político, e o indivíduo, desconsiderado como uma alternativa eficaz para a escolha pública.

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