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Mais tempo para denunciar: avanço no combate à violência doméstica

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Mais tempo para denunciar: avanço no combate à violência doméstica
Autor Foto: Ilustrativa/Gerada por IA

O Senado Federal aprovou no dia 26 de maio o Projeto de Lei nº 421/2023, que amplia de seis meses para um ano o prazo para que mulheres vítimas de violência doméstica e familiar possam formalizar denúncia ou representação contra seus agressores. A proposta segue agora para sanção presidencial e representa um importante avanço na proteção das vítimas e no enfrentamento da violência contra a mulher.

A alteração legislativa modifica dispositivos do Código Penal, da Lei Maria da Penha e do Código de Processo Penal. Atualmente, muitas vítimas perdem o direito de formalizar a denúncia porque o prazo legal se encerra antes que consigam reunir forças emocionais, psicológicas e até mesmo condições materiais para buscar ajuda.

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É importante compreender que a violência doméstica raramente se resume a agressões físicas. Em inúmeros casos, ela é acompanhada de dependência econômica, manipulação emocional, ameaças, isolamento social e medo constante. Esses fatores fazem com que muitas mulheres permaneçam por longos períodos sob o controle do agressor, retardando a procura por apoio jurídico e pelas autoridades competentes.

A própria justificativa apresentada durante a tramitação do projeto reconhece essa realidade. Muitas vítimas convivem diariamente com o agressor, mantêm vínculos afetivos ou dependem financeiramente dele, circunstâncias que dificultam a tomada de decisão imediata para denunciar. O aumento do prazo busca justamente respeitar essa complexidade humana e social, permitindo que a vítima tenha mais tempo para romper o ciclo da violência.

Sob a perspectiva jurídica, a medida fortalece o acesso à Justiça e contribui para reduzir situações de impunidade. Afinal, o tempo necessário para que uma mulher consiga reconhecer a violência sofrida, buscar apoio familiar, atendimento psicológico ou orientação jurídica nem sempre coincide com os prazos previstos na legislação.

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A violência doméstica é uma questão que ultrapassa o âmbito privado. Trata-se de um problema social que afeta famílias inteiras, compromete a dignidade humana e exige atuação firme do Estado e da sociedade. Toda iniciativa destinada a ampliar a proteção das vítimas merece atenção e reflexão.

Mais do que garantir punição aos agressores, é fundamental assegurar que as mulheres saibam que não estão sozinhas e que existem mecanismos legais de proteção disponíveis. Informação, acolhimento e orientação jurídica são instrumentos essenciais para romper ciclos de violência e reconstruir trajetórias de vida com segurança e dignidade.

Se você ou alguém próximo enfrenta situação de violência doméstica, procure orientação especializada. O conhecimento dos seus direitos pode ser o primeiro passo para garantir proteção, segurança e justiça.

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