JESUS E A POLÍTICA

Até Jesus foi chamado pra ser cabo eleitoral nesses dias! É com sarcasmo que me refiro a tentativa de enquadrar Jesus num viés político, que é tão tolo que se torna mesquinho e interesseiro, que mais parece apequenar Jesus ao messianismo apenas terreno, gerando ganância por poder dos pretenciosos e atrevidos que dizem ser representantes únicos Dele. Tolice seria igualmente achar que é possível expulsá-lo dessa esfera de discussão.
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Afinal como Jesus lidou com esse tema? Ele lidou como qualquer outro tema. O político é tão importante como qualquer outra profissão. Todas as vocações éticas, devem glorificar a Deus pelo seu bom exercício. Jesus, em suas andanças se deparou com os mais variados assuntos, e sobre isso, nos deixou algumas reflexões.
Primeiro: A boa política deve ser apreciada, existem bons políticos! O poder político não pode ser colocado na conta do diabo. O senso de autoridade procede de uma autoridade maior, Deus. Com isso, obviamente, não é correto dizer que toda pessoa que exerce autoridade é alinhada ou amiga ou representante de Deus, pois dá sentido que tudo que ela faz ou fala procedesse do Divino. Jesus reconheceu as autoridades de sua época, sem, contudo, abrir mãos dos seus princípios.
Segundo: O reino de Deus é maior que o reino humano. Jesus tinha na sua esfera apostólica gente de vários ambientes da época. Tinha os revolucionários, os idealistas e alguns sedentos por tomar o poder de Roma. O que acontece com todos esses ao encontrarem Jesus? Os que tinham pretensões apenas terrenas, ao se encontrarem com Jesus começaram a enxergar a vida além das lentes do poder, ao ponto de se dedicarem com prioridade ao serviço do Mestre Jesus. Jesus colocou a política e o poder humano no seu devido lugar.
Terceiro: Jesus expandiu a visão das pessoas em relação a pequenez, fragilidade e fraqueza da humanidade, nos fazendo olhar para o que é realmente duradouro. "Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura” (Mateus 6:27). Ou seja, há uma finitude e limitação do poder humano. Não é razoável olhar para o movimento político como solução absoluta de tudo e nem para seus agentes como impecáveis pois como nós, são pó.
Quarto: Quando Jesus se entregou para ser crucificado foi indagado e acusado de vários crimes. Crimes religiosos, políticos. Em todo esse bojo de acusações fraudulentas, quando instigado a responder se era o Cristo ele disse: “Eu sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do todo poderoso e vindo com as nuvens do céu” (Marcos 14:62). Uma declaração tremendamente profunda, que relevou com maestria seu poder e autoridade. Nenhum seguimento desse mundo pode domesticar o Leão da tribo de Judá; Ele não se presta a causas secundárias como prioritárias. Ele, nas ideias de CS Lewis não é um leão que podemos domesticar. Ele não está dentro de uma estrutura humana qualquer, mas acima delas!
Portanto, nesse domingo exerça sua cidadania com sabedoria e responsabilidade.
Bom voto!
