TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Blog da Camilla Bolonhezi

publicidade
BLOG DA CAMILLA

Liberdade de expressão não é liberdade de ódio!; saiba mais

São os “novos ricos pobres” que sentem horror ao passado sofrido e ostentam uma vida de luxo parcelada em 12 vezes no cartão

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Liberdade de expressão não é liberdade de ódio!; saiba mais
Autor Imagem ilustrativa - Foto: Pixabay

“Liberdade de expressão não é liberdade de propagação de discursos de ódio e preconceituosos”. Eis a fala de Alexandre de Moraes, o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em seu discurso de posse no dia 16 de Agosto, reunindo autoridades políticas brasileiras como o atual presidente, Jair Messias Bolsonaro, e os ex presidentes(a), Dilma Roussef, Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer.

A partir de diversas postagens que a autora desse blog observou nessa semana, fez-se necessário esse texto.

A segunda década dos anos 2000 foi um período caracterizado pela ascensão do autoritarismo no Brasil e no mundo que permitiu aos cidadãos brasileiros simpatizarem, sorrateiramente e progressivamente, com discursos que exaltavam os “tempos de paz” da ditadura brasileira, bem como uma crítica à redução da desigualdade uma vez que os programas sociais e os “pobres” tornaram-se ameaças constante a classe média recém empossada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Que a história do Brasil foi marcada pela dominação de elites políticas, intelectuais e financeiras, era de conhecimento público, no entanto o que choca aos olhos dos historiadores mais cuidadosos é a forma como uma parte da classe média baixa brasileira, que usufruiu de todas as benesses dos governos democráticos que marcaram os anos de 1990 e 2000, contraindo empréstimos e financiamentos, comprando imóveis, saindo do aluguel, abrindo empresas com incentivo governamental e frequentando universidades tradicionalmente elitistas, hoje sentem-se parte de uma elite que as detesta e sente pavor de conviver com elas. São os “novos ricos pobres” que sentem horror ao passado sofrido e ostentam uma vida de luxo parcelada em 12 vezes no cartão.

Até aí tudo bem, afinal eu me incluo nesse grupo que usufruiu de tais benefícios e contrai parcelas no cartão de crédito. Mas, o que não consigo compreender, agora como historiadora, é como uma parcela da população se sente tranquila ao eliminar toda possibilidade de ascensão social e redução da desigualdade sendo um exemplo eficaz de projetos dessa natureza. E mais, tem horror às pessoas mais necessitadas e as invisibiliza o quanto for possível por meio de discursos meritocráticos.

Para piorar ainda mais a situação, são essas mesmas pessoas que disseminam discursos de ódio contra os movimentos de luta por direitos sociais, das mulheres, combate à homofobia, eliminação do racismo e afins. Só consigo pensar em que momento elas compreenderão que em governos de elite excludente e autoritária não há espaço para classe média empobrecida, que é o que esta se encaminha para ser. Só ladeira abaixo...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Blog da Camilla Bolonhezi

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV